Articulista
Will Valente

É jurista e podcaster. Escreve às quartas.

O bicho da nova política
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Eduardo Campos: o estalo interrompido da nova política

O conceito de nova política surgiu no cenário brasileiro em meados de 2013/2014, como uma proposta de mudança no modo de fazer política no país.

O termo foi difundido pelo então candidato à presidência Eduardo Campos, do PSB, que defendia o combate ao sistema, o enfrentamento ao status quo e a representação da parcela da população que estava insatisfeita com os políticos tradicionais.

No entanto, passados quase cinco anos da eleição de 2018, que consagrou vários representantes da chamada nova política, cabe perguntar: o que mudou de fato na política brasileira?

Quais são as práticas que caracterizam a nova política? Os eleitos sob essa bandeira se mantiveram fiéis aos seus discursos?

Em Sergipe, por exemplo, muitos eleitores se dizem decepcionados e frustrados com a atuação de Alessandro Vieira, um delegado da Polícia Civil que se elegeu senador em 2018, derrotando nomes de peso como Valadares, ex-governador e senador há mais de 20 anos, Jackson Barreto, ex-governador do Estado, e André Moura, líder do Governo Federal na Câmara.

Alessandro Vieira se apresentou como um “não-político”, um outsider, que iria renovar a política sergipana. Mas será que ele cumpriu essa promessa?

Sem entrar no mérito de comentários, críticas ou opiniões, o objetivo deste texto é apenas levantar o questionamento, tendo em vista que, segundo este colunista, a palavra-chave da eleição de 2024 será coerência.

A aversão à política tradicional fez com que o povo se informasse mais sobre os fatos, participasse mais das decisões e até se candidatasse a cargos públicos.

Mais conectados e conscientes, graças ao papel da internet, os eleitores vão cobrar dos políticos uma postura condizente com o que foi prometido nas urnas.

 

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