
Foi um ano quase todo de falações que nada ou muito pouco tinham a ver com o interesse nacional (FOTO: EBC)
Impressionante como boa parte da população brasileira acreditou que um deserto programático, temperado com truculência, fosse um bom caminho para a política.
Está aí o resultado escancarado! Na reta final dos trabalhos legislativos no corrente ano de 2025, o Congresso Nacional tornou-se a morada do tumulto.
Em poucos dias, noites e até de madrugada, em um ritmo pra lá de açodado, Câmara Federal e Senado simularam realizar tudo o que deveria ter sido feito no decorrer do ano inteiro.
Pior que isso. Não se trata apenas de recuperar o tempo desperdiçado. No meio do alvoroço geral, pipocou uma cornucópia de jabutis, oportunismos e penduricalhos.
Foi um ano quase todo de falações que nada ou muito pouco tinham a ver com o interesse nacional. Retóricas intermináveis em defesa de causas morais ou partidarismos grosseiros.
Para não variar, salvo as honrosas exceções pontuais, a bancada sergipana não destoou da atmosfera densa e obscura que tomou conta das casas legislativas federais.
Como sempre tem acontecido, as eleições para o comando do Poder Executivo concentram a atenção do eleitorado, sombreando as campanhas para o Legislativo.
Nessa penumbra eleitoral, por caminhos muito distanciados das ideias claras e de compromissos sociais, conquistam-se os assentos parlamentares.
Em 2026 teremos eleições para deputados federais e senadores. O que esperar? O Brasil terá fôlego para uma renovação de qualidade ou continuaremos na mesma? E Sergipe, particularmente, terá maturidade para sacudir a poeira e dar uma volta por cima?
















