Articulista
Antonio Passos

É jornalista, professor e servidor aposentado da PRF. Graduado em História e mestre em Ciências da Religião pela UFS. Escreve às segundas.

Congresso Nacional: a morada do tumulto em 2025
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Foi um ano quase todo de falações que nada ou muito pouco tinham a ver com o interesse nacional (FOTO: EBC)

Impressionante como boa parte da população brasileira acreditou que um deserto programático, temperado com truculência, fosse um bom caminho para a política.

Está aí o resultado escancarado! Na reta final dos trabalhos legislativos no corrente ano de 2025, o Congresso Nacional tornou-se a morada do tumulto.

Em poucos dias, noites e até de madrugada, em um ritmo pra lá de açodado, Câmara Federal e Senado simularam realizar tudo o que deveria ter sido feito no decorrer do ano inteiro.

Pior que isso. Não se trata apenas de recuperar o tempo desperdiçado. No meio do alvoroço geral, pipocou uma cornucópia de jabutis, oportunismos e penduricalhos.

Foi um ano quase todo de falações que nada ou muito pouco tinham a ver com o interesse nacional. Retóricas intermináveis em defesa de causas morais ou partidarismos grosseiros.

Para não variar, salvo as honrosas exceções pontuais, a bancada sergipana não destoou da atmosfera densa e obscura que tomou conta das casas legislativas federais.

Como sempre tem acontecido, as eleições para o comando do Poder Executivo concentram a atenção do eleitorado, sombreando as campanhas para o Legislativo.

Nessa penumbra eleitoral, por caminhos muito distanciados das ideias claras e de compromissos sociais, conquistam-se os assentos parlamentares.

Em 2026 teremos eleições para deputados federais e senadores. O que esperar? O Brasil terá fôlego para uma renovação de qualidade ou continuaremos na mesma? E Sergipe, particularmente, terá maturidade para sacudir a poeira e dar uma volta por cima?

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