
Luiz Eduardo Baptista, presidente do Flamengo: um intruso em ninho próprio
É impressionante a exploração emotiva, nas redes sociais, da demissão de Filipe Luís do Flamengo. Ainda bem que existe a boa e velha imprensa para contrabalançar.
Na terra sem lei das redes, Filipe Luís aparece como um exilado. Alguém que foi violentamente expulso do próprio país e agora perambula refugiado, à míngua.
O jornalismo informa, porém, que o jovem treinador continuará recebendo do Flamengo, até dezembro de 2027, o salário mensal de R$ 2,1 milhões!
Convenhamos: não se trata de um desamparado. O “seguro-desemprego” nababesco só será interrompido se o técnico assinar contrato com um novo clube. Óbvio.
Entretanto, a desculpa de que o motivo da demissão foi o início ruim da temporada 2026, escorrega macio na direção daquilo que antigamente se chamava de “conversa pra boi dormir”.
Após a conquista do Carioca 2026 sobre o Fluminense, nos pênaltis, foi constrangedor o novo técnico, Leonardo Jardim, caçando abraços dos jogadores no gramado.
Vexame maior só a entrada de BAP - o presidente Luiz Eduardo Baptista - em campo para comemorar o título estadual. Fez lembrar o estilo do reinado absolutista de Eurico Miranda, no rival Vasco da Gama.
Em dezembro de 2024, o jornalista Tchê Batista cravou sobre a chegada de BAP à Presidência do clube de regatas, futebol e outros esportes, localizado na Gávea.
“Ainda não deu nem tempo de esfriar o acento da cadeira que era usada por Landim e o BAP tá fazendo um mutirão de mudanças que não acaba mais”.
“Quando não rompe com o que estava encaminhado, aceita de mau gosto. Vejam só! Questionou a inquestionável entrega da camisa 10 a Arrascaeta”.
“Manteve Filipe Luís como técnico, mas exibindo explicitamente uma desnecessária condição de submissão e insegurança para o treinador”.
Esses dias, foi a vez de Tostão, craque da bola e da escrita, em sua coluna na Folha de S. Paulo, denunciar a assombração BAP:
“Os presidentes da Fifa e do Flamengo fariam uma boa dupla, comandados por Trump. Querem ser os donos do futebol e do mundo”.
E o que dizer das contratações da era BAP? Duas delas, pelo menos, à primeira vista, gritam como “pixotadas” assombrosas: Samuel Lino e Emerson Royal.
No Dia Internacional da Mulher, comparando as finais dos campeonatos paulista e carioca, restou explícito que a melhor gestão atual no futebol brasileiro é conduzida por ela: Leila Pereira, presidente da Associação Desportiva Palmeiras.













