
Filipe Luís: ainda cheirando a urubu, sob o faro da raposa
Triste raposa mineira! Entrou em uma rota de fixação no Flamengo que só lhe causa perdição. Algo parecido com o complexo de vira-lata que voltou a diminuir a seleção canarinho.
O Cruzeiro é glorioso por si só, por sua história. Quem não lembra das memoráveis temporadas dos atacantes Tostão e Palhinha, do lateral Nelinho e mais recentemente de Everton Ribeiro, Arrascaeta?
Aliás, talvez essa seja a chave do problema: as aquisições pelo Flamengo desses dois craques citados por último no parágrafo anterior. Jogadores que fizeram história no time azulino.
Fato é que de uns tempos pra cá, os dirigentes da raposa parecem perseguir o Flamengo. E essa obsessão por um modelo externo desperdiça as vitoriosas tradições da casa.
Olhemos para contratações recentes. Primeiro foi Fabrício Bruno – do urubu para a raposa. Logo em seguida - pasmem! - foram lá buscar a encrenca chamada Gabigol.
O Flamengo também comete seus tropeços e, um deles foi a contratação de Tite, depois de uma insossa, obscura, pra lá de burocrática e cansativa passagem pela seleção nacional.
Após perder o venezuelano-portuga Leonardo Jardim, quem os mineiros foram buscar para substituí-lo? Exatamente ele, o treinador gaúcho recém-dispensado pelo rubro-negro.
Agora vejam só as ironias do destino! Passado um tempo na moita, o gajo reapareceu como novo treinador do Flamengo. Enquanto isso, o Cruzeiro acabou de dispensar Tite.
Mas o ditado diz que tragédia pouca é bobagem e a raposa parece ainda totalmente desnorteada no meio do labirinto no qual se meteu: anunciaram que tentarão contratar Filipe Luís.
Não que o jovem técnico não seja promissor. Contudo, a atitude cruzeirense soa mais como nova birra apontada para o Flamengo, em vez de escolha cozinhada em fogo brando.
No Flamengo, apesar da comoção instalada pelas redes sociais - sempre elas! -, as três partidas mais recentes estão evidenciando que foi acertada a troca de Luís por Jardim.














