Articulista
Antonio Passos

É jornalista, professor e servidor aposentado da PRF. Graduado em História e mestre em Ciências da Religião pela UFS. Escreve às segundas.

Sobre pessoas e árvores, passando pela leveza e simplicidade em Izabel Melo e Marcone Borges
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"E a árvore disse: Senta-te sob minha copa para contar histórias e oferecerei minha sombra"

Recentemente aconteceu aqui em Aracaju um lançamento literário: Os 5 sentidos na natureza - Contos e Versos, de Izabel Melo. Nos dias seguintes, um amigo me enviou fotos da capa e da contracapa do livro.

Na contracapa, um curto texto em forma de convite e assinado pela autora me pareceu imenso em leveza e simplicidade. Abro aspas:

“E a árvore disse: Senta-te sob minha copa para contar histórias e oferecerei minha sombra. Apenas a tua voz e o som do vento entre os meus galhos se farão ouvir. Convide alguém e este chamará outro e outro… Todos escutarão e a emoção se fará presente. Homem e natureza interligados na mais perfeita harmonia”.

Quem me enviou as fotos do livro foi Marcone Borges, pessoa com quem tive rápido contato há um punhado de anos e recentemente nos reencontramos virtualmente, renascendo agora uma proximidade que assume traços de amizade.

Marcone tem feito a divulgação de pequenos textos pelo WhatsApp. Desde os primeiros aos quais tive acesso, chamou a minha atenção duas características: um tom sereno e um sentido sempre presente de acolhimento.

Dias após ter me enviado as fotos do livro de Izabel Melo, Marcone encaminhou, bem ao estilo dele, um comentário sobre a publicação, ao qual eu respondi: “Tem dias que você acerta na veia da simplicidade e da beleza. Hoje foi um desses dias”.

Erguendo um brinde ao simples e sereno, peço licença ao meu editor para transcrever aqui um pouco da escrita de Marcone Borges. De novo, abro aspas:

"O homem e a mulher que amam livros e plantas 

Gostar de livros e de plantas são duas sensibilidades cativantes e imprescindíveis. Os livros são como amigos, com os quais aprendemos e não nos sentimos sozinhos. Eles, assim como os nossos melhores amigos, costumam nos colocar diante da beleza e ser fontes de inspiração e transcendência.

Um grande amigo me disse hoje, ao comentar a presença cada vez mais forte das máquinas e da tecnologia na agricultura, que o homem deve estar em contato com a terra. Penso que, distantes da terra, estamos mais propensos ao descaso com a natureza, o que traz consequências bastante negativas não só para as nossas vidas como para as gerações futuras.

As plantas são um ponto muito forte, essencial, desse elo com a terra e do respeito efetivo pela natureza e pela vida. O cultivo das plantas e da leitura tem grande potencial para unir as pessoas e promover significativas evoluções para elas.

Por esses dias, um prezado amigo, que cuida especialmente de uma biblioteca, inclusive com notável delicadeza e carinho de enriquecer o terreno em volta dela com o cultivo de belas plantas, teve a oportunidade de ver e de apreciar a belíssima capa de um livro de uma escritora que cada vez mais aprendemos a admirar.

O livro “Os cinco sentidos na natureza” já se faz atraente com o esplendor e encanto de uma árvore na sua capa, e está inserido nessa vital conexão entre pessoas que nos iluminam, nos aproximam, trazendo lições concretas de apreço, cuidado e sentimento de gratidão pelas plantas e pela natureza.

Esse homem e essa mulher que cultivam livros e plantas devem estar felizes com este livro inspirador. E nós, ao contemplarmos tanta beleza, temos muito também a aprender e evoluir”.

 

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José Eduardo Passos de Souza
Muito bom. Criativo e envolvente. Gostei muito.