Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Alessandro Vieira: “Quem não tem medo de Bolsonaro e de Lula, vai ter medo de Rogério e Fábio Mitidieri?”
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Alessandro Vieira: “Eu não sou salvador da pátria nem em Sergipe e nem em Brasília”

O senador Alessandro Vieira, Cidadania, rechaça a tese, levantada por alguns observadores de Sergipe, segundo a qual ele estaria pré-candidato à Presidência da República como uma forma de fugir honrosamente a uma candidatura ao Governo de Sergipe em 2022 que o levasse a um eventual e retumbante fracasso eleitoral.

Diante dessa visão, Alessandro Vieira não regateia e vai direto na canela. “Quem não tem medo de Jair Bolsonaro e nem de Luiz Inácio Lula da Silva, vai ter medo de Rogério Carvalho e de Fábio Mitidieri? Não faz sentido que se diga isso em Sergipe. Eu diria que é uma coisa boba, até”, disse o senador a esta Coluna Aparte. 

Para Alessandro, não há no projeto nacional uma fuga da cena estadual. “Não estou fugindo a nada. Eu apenas estou num projeto de construção. Estamos ajudando a construir um projeto de terceira via em Brasília e ajudando a construir um projeto de terceira via em Sergipe. A definição de nomes e de candidaturas vai acontecer mais lá na frente. Não tem nada sacramentado ainda. Eu usei uma frase no UOL que deu até manchete, que é “uma chapa ideal pode não ter o meu nome”. Eu não sou salvador da pátria nem em Sergipe e nem em Brasília. Estou aqui para ajudar em Sergipe e em Brasília”, avisa o senador do Cidadania.

Na visão de Alessandro Vieira, há é um quê de republicanismo nesse ato de ele colocar seu nome à serviço da causa nacional. “Entro na disputa justamente pela necessidade de colaborar para quebrar essa polaridade entre Bolsonaro e Lula na sucessão, atingindo pautas e públicos que não estão sendo contemplados pelos pré-candidatos que estão postos no momento”, avisa ele.

Alessandro Vieira entende, no entanto, que está tudo no campo das probabilidades. “Neste momento, a gente está na seguinte etapa: daqui a pouco vamos ter presidentes de 12 partidos brasileiros reunidos para discutir o impeachment de Bolsonaro e a pavimentação de uma terceira via, e então acredito que praticamente todos os partidos vão apresentar pré-candidatos à Presidência e daqui a uns três meses isso vai se afunilar”, diz.

Alessandro Vieira usa aquele cartesianismo clássico lá dele para negar uma certa necessidade de se interpor na sucessão de Sergipe como uma gradação irrevogável do seu futuro político. “A questão é que eu não vejo a política como uma carreira - algo que vai de trainee, estagiário, engenheiro-júnior, e assim vá subindo. Não é desse modo que eu penso. Eu penso em política como uma necessidade e uma missão”, diz ele. 

“E o problema é que hoje eu percebo que tem esse buraco no cenário nacional. Aquelas pautas que foram e que continuam relevantes, como o combate à corrupção, foram jogadas para debaixo do tapete, porque a gente tem no centro da sala um espantalho gigante, que é o Bolsonaro e, diante disso, atua-se como se não precisasse ter projeto, ter programa, não precisasse ter ideia. Basta dizer que não se é Bolsonaro para se colocar num cenário de pauta - e não pode ser assim. Estamos num momento muito grave e nesse momento precisa-se de bons projetos”, arremata o senador do Cidadania.

 

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Antônio Batista Neto
Mais farsante conseguiu se eleger por Sergipe.
Elito Hora Fontes Menezes
O Senador Alessandro ainda não percebeu que, também , por falta de opção em Sergipe, pois os se candidataram não mais interessava ao eleitor local, não percebeu que sua eleição igual a muitas que surgem do nada, pura forma de marcar terreno, pois escolheu seu risco justamente para Senador. Ora já foi difícil engolir um Rogério Carvalho e de novo só tinha ele e seu discurso esperançoso. Daí atinge o poder, se envaidece, procura apenas se livrar de um rótulo comum, esquerda ou direita, mascarado de centro ou pseudo independente. Vejam se houve mudança nele. Comenta-se sua candidatura a PR, e sai com uma comparação esdrúxula. Quero ver é se ele passaria na briga em Sergipe e não ficar se fazendo de corajoso pra o que realmente não faz medo.