Aparte
“A pobreza de Sergipe exige e aceita um novo mandato de Adelson Barreto”

Adelson Barreto Filho: “A representação do povo pobre sofreu um tombo severo sem Adelson”

O ex-vereador de Aracaju e ex-deputado estadual Adelson Barreto Filho, ou Tijoi Barreto Evangelista, PL, 34 anos, defendeu nesta terça-feira, 6, que seu pai, o também ex-vereador de Aracaju, ex-deputado estadual e ex-deputado federal Adelson Barreto, PR, 56 anos, deva tentar a retomada de um mandato eletivo no ano que vem.

Para Adelson Barreto Filho, essa defesa atende mais a uma necessidade de os setores mais pobres de Sergipe terem uma real representação na Assembleia Legislativa do Estado do que a de seu pai obter um novo mandato para chamar de seu. “A pobreza de Sergipe exige e aceita um novo mandato de Adelson Barreto”, diz Adelson Barreto Filho, com toda a suspeição que possa lhe permear.

Pela lógica de Adelson Filho, a política de assistência às camadas socais excluídas, sobretudo na esfera da saúde, praticada por Adelson pai, sofreu um baque muito forte com a perda dos mandatos deles dois em 2018.

“Por mais que tenha havido uma mudança substancial no modo de se ser fazer política, com a ascensão de outros setores, segmentos sociais e outras demandas, o espaço onde Adelson Barreto sempre atuou ainda cabe e exige a presença dele. A representação do povo pobre sofreu um tombo severo sem ele”, diz Adelson Filho.

Não é segredo para ninguém em Sergipe que a ação de Adelson Barreto junto à Casa Social Amor ao Próximo, instituição de amparo que ele mantém no Mané Preto há décadas, foi sempre algo forte, quase estado paralelo na assistência aos desvalidos da saúde e de outras demandas.

Adelson Barreto a manteve a ferro e fogo como comunicador – ele é jornalista por formação e radialista na prática. A partir de 1997, quando se inicia no primeiro mandato de vereador de Aracaju obtido em 1996 e renovado em 2000, aperta o cerco desta atividade assistencial. Em 2002, 2006 e 2010 ele conquista três mandatos de deputado estadual consecutivos, com o estouro dos 61.596 votos obtidos em 2010.

Numa passada larga, Adelson candidata-se a deputado federal em 2014 e amealha 131.236 votos - ou 13,37% dos válidos e uma votação como nunca ninguém jamais obtivera no Estado. Mas algo estava demasiado errado com aquela passada larga, e em 2018 Adelson beija a lona de forma terrível: ao tentar a reeleição, tem apenas 23.369 votos, ou 2,34% dos válidos. Ou, ainda, 107.867 a menos do que os obtivera quatro anos antes.

Hoje, com profunda discrição, ele bate carroceria nos bastidores da assistência social de Sergipe. Quase nada fala de política e projetos futuros. Portanto, contra a sanidade da Casa Social Amor ao Próximo se somaram três fatos tenebrosos nos últimos três anos: a pandemia de coronavírus, que se arrasta há quase um ano e meio, debilitando tudo, e as não-reeleições dos dois Adelsons em 2018 - o pai a deputado federal e o filho, a estadual.

No entanto e mesmo assim, a ação social dele continua. Mas... “A gente tem sido podado na condução das atividades da Casa Social Amor ao Próximo, porque uma coisa é fazer isso com mandato. A outra, é sem mandato”, diz Adelson Filho. Por isso, Adelson Filho visualiza Adelson pai trabalhando uma candidatura para breve.

“Na verdade, ele tem o intuito de no ano que vem colocar o nome dele à disposição dos sergipanos para que possa concorrer a um novo mandato eletivo. E ele é o capitão do grupo”, diz o filho. E não vê jamais o pai se aventurando na disputa de um novo mandato de deputado federal.

É via Alese que Adelson Filho vislumbra a retomada de um espaço que, segundo ele, foi suprimido aos pobres. “A política mudou muito. Com a nossa não-reeleição, a classe mais afetada foi a pobre. Ambos atuávamos em prol do amparo social. O meu mandato era uma extensão do mandato dele”, diz Adelson Barreto Filho.

“A gente entende, e assiste a isso no dia a dia, que a classe pobre não tem sido representada. Qualquer que seja o mandato eletivo que se venha exercer, deve se ter sempre como prioridade as demandas sociais, o amparo social as pessoas mais humildes. Eu duvido muito outro parlamentar ter feito por diversas instituições socais o que Adelson Barreto e eu fizemos. Muitas pessoas em Sergipe foram salvas nessa pandemia de Covid-19 e parte disso a gente pode atribuir aos equipamentos que Adelson, enquanto deputado federal, doou. E ninguém ampliou o que ele tinha feito”, Adelson Barreto Filho.

 

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