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Resiliência do setor agrícola é uma forte aliada na recuperação da economia sergipana 

André Bomfim: com importantes culturas e investimento, setor mantém bons índices 

“O setor agropecuário de Sergipe tem se mostrado mais resiliente frente aos impactos da pandemia de Covid-19”. A constatação é do engenheiro agrônomo André Luiz Bomfim, secretário de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca de Sergipe. 

De acordo com André Luiz Bomfim, essa resiliência tem sido vista tanto no agronegócio quanto na agricultura familiar. “Nossos produtores têm mostrado capacidade de superação dos desafios”, resume ele. 

Mas quais indicativos apontam para isso? Segundo o secretário, a cadeia produtiva do leite é um desses exemplos. “A partir de junho de 2020, já percebemos uma recuperação. Os preços voltaram para R$ 1,32, chegando a R$ 1,45. Agora, um ano depois, os preços estão melhores para o produtor [entre R$ 1,60 e R$ 2,00 por litro””, compara. 

Significa que a cadeia produtiva movimenta, diariamente, algo em torno de R$ 2 milhões, considerando a produção estadual de aproximadamente 1 milhão de litros por dia – sem mencionar os valores que circulam a partir da produção e comercialização de derivados, como queijos, soro e demais produtos beneficiados nos laticínios. 

André acrescenta que a Pesquisa Pecuária Municipal - PPM -, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE -, destacou que o Estado de Sergipe desponta na 6ª posição no Brasil em produção anual de leite por vaca - o que, segundo ele, é um ótimo indicativo de superação a partir da melhoria genética do rebanho.

Outros importantes exemplos, de acordo com o secretário, são a comercialização dos produtos agrícolas e o resultado da safra do ano passado, assim como as estimativas para 2021.

“A produção total de grãos em 2020 teve crescimento de 27% em relação à safra de 2019. E agora em junho de 2021, a expectativa apresentada pelo IBGE foi ainda 4,8% maior que o ano passado”, reitera. 

André Bomfim garante que o Estado de Sergipe está atuando justamente nos principais gargalos. “Para fomentar o escoamento da produção, o Governo de Sergipe investiu, por meio da Seagri, R$ 600 mil em 2020 no Programa Estadual de Aquisição de Alimentos - PAA. E, em 2021, vai injetar mais R$ 500 mil na ação”, revela.

Em relação a máquinas e equipamentos, o investimento é da ordem de R$ 4 milhões e, nesse caso, conta com o apoio de emendas parlamentares do deputado federal João Daniel.

“Vamos receber os maquinários por etapa, mas entregaremos ainda este ano, visando ao fortalecimento principalmente da produção agrícola familiar e a ampliação do cultivo”, pondera.

A expectativa é de que, até dezembro, a Secretaria possa entregar 25 tratores, 25 carretas agrícolas, 25 grades aradoras, 14 discos, 25 plantadeiras e adubadora hidráulica para trator, além de caminhão baú, kit de irrigação, escavadeira e caçamba truck. “Para a citricultura, será entregue um atomizador do tipo carreta”, completa. 

André explica que o Estado tem diversas culturas agrícolas importantes e bastante consolidadas em regiões diferentes. Mas que o milho, de fato, permanece como o grande protagonista. “Espera-se a produção de 885.422 toneladas de milho para a safra 2021 em Sergipe, 4,4% a mais do que o ano passado”, revela. 

O milho é produzido principalmente nos municípios Simão Dias, Carira, Glória e Frei Paulo. “Não podemos deixar de lembrar da excelente colheita de 2,3 milhões de espigas de milho verde produzidas nos perímetros irrigados administrados pela Companhia de Desenvolvimento de Recurso Hídricos e Irrigação de Sergipe – Cohidro -, contribuindo não só para a perpetuação da tradição cultural do período junino, mas também com a geração de renda para os sergipanos que plantam, transportam e comercializam o produto”, argumenta.

André lembra que a produção de milho recebeu importante incentivo do Governo do Estado, com a redução do ICMS de 12% para 2% nas operações comerciais internas e interestaduais de milho em grãos. 

Outra cultura importante é o arroz produzido no Baixo São Francisco. Para a safra do arroz cultivado nos perímetros irrigados do Baixo São Francisco também se estima crescimento, com previsão de 35.582 toneladas, variação positiva de 14.5% em relação a 2020, e rendimento de 7.801kg/ha. “O dado situa Sergipe como terceiro maior produtor do Nordeste, logo depois do Maranhão e Piauí”, comemora.

O feijão é outro grão que apresenta previsão de crescimento. A estimativa aponta para a colheita de 3.775 toneladas, 15,2% a mais que no período anterior, ou seja, os resultados são positivos para o Estado.

A safra de cana-de-açúcar é a que apresenta maior volume de produção, com previsão de colheita de 2.046.929 toneladas, representando uma pequena queda de -1% em relação a 2020. Vale lembrar que o volume de produção em 2020 apresentou crescimento de 13% em relação ao ano anterior, posicionando Sergipe como o sexto maior produtor do Nordeste, portanto, a safra 2021 ainda é maior que a de 2019. A safra da laranja está prevista em 356.624 toneladas, com estimativa de queda de - 0,9 %. 

Vale lembrar que Sergipe mantém-se no ranking como 5º produtor de laranja nacional e 2º do Nordeste. Além disso, o suco de laranja foi o principal produto de exportação no mês de maio. Poderíamos falar ainda da batata-doce, da mandioca, do amendoim, da acerola e tantas outras culturas com impacto significativo na economia sergipana e na segurança alimentar da população”, analisa o secretário. 

 

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