Aparte
Neste domingo, Estado do Mato Grosso vai eleger também um senador

Chapada dos Guimarães é um dos pontos turísticos do Mato Grosso, que engloba ainda Pantanal e Floresta Amazônica

Neste domingo, 15, além de votar para prefeito e vereador, o eleitor do Estado de Mato Grosso também vai escolher um representante para o Senado. A eleição para senador vai ocorrer devido à cassação, pelo Tribunal Superior Eleitoral - TSE -, do mandato da chapa da ex-senadora Selma Arruda e de seus dois suplentes, por caixa dois e abuso do poder econômico na campanha de 2018.

Senadora mais votada, Selma exerceu o mandato até abril deste ano. O senador Carlos Fávaro, PSD, terceiro mais votado nas últimas eleições, assumiu o mandato de forma interina, após decisão do Superior Tribunal Federal – STF - para que a representação de Mato Grosso no Senado pudesse ficar completa.

Ele é um dos 11 candidatos a uma cadeira no Senado (veja a tabela abaixo). O senador Jayme Campos, DEM, segundo mais votado na eleição de 2018, e o senador Wellington Fagundes, PL, eleito em 2014, completam a bancada do Mato Grosso.

GANHOS

A eleição suplementar em Mato Grosso estava prevista inicialmente para o mês de abril. No entanto, a votação foi adiada por conta da pandemia do coronavírus e vai ocorrer de forma conjunta com o primeiro turno das eleições municipais.

Segundo o presidente do Tribunal Regional Eleitoral - TRE-MT -, Gilberto Giraldelli, a realização de eleições simultâneas é importante por uma questão de saúde pública, diante do risco da Covid-19, além de trazer ganhos econômicos.

“Os ganhos foram imensos. Do ponto de vista econômico, economizamos de maneira substancial, algo aproximado a R$ 15 milhões”, afirmou o Giraldelli, em entrevista à TV Senado.  

O ESTADO

Conforme dados do TSE, Mato Grosso tem 2,3 milhões de eleitores, espalhados em 141 municípios. O Estado, que conta com cerca de 3,2 milhões de habitantes, tem ampla diversidade de fauna e flora, com partes da Floresta Amazônica, do Cerrado e do Pantanal em seus domínios. Sua economia é baseada principalmente no agronegócio, sendo considerado o maior produtor de grãos do país, com uma participação de 28% da produção nacional.

Candidatos a senador pelo Mato Grosso​

Carlos Fávaro (PSD) 

Carlos Fávaro é produtor rural, foi vice-governador de Mato Grosso entre 2015 e 2018 e ocupa interinamente a vaga no Senado deixada por Selma Arruda. Tem o apoio de MDB, PP, PTB e PV.  

Coronel Fernanda (Patriota) 

Rubia Fernanda Siqueira atua na Polícia Militar de Mato Grosso desde 1996. O partido Republicanos também apoia sua candidatura.

Euclides Ribeiro (Avante)

É empresário e advogado. Sua coligação tem o apoio de PDT, PSB e PROS.

Elizeu Nascimento (Democracia Cristã) 

É sargento da PM de Mato Grosso e deputado estadual. Sua chapa também conta com o apoio do PSL.

Feliciano Azuaga (Novo)

É economista e professor na Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat).

José Medeiros (Podemos) 

É deputado federal, tendo sido senador entre 2015 e 2018. Atuou na Polícia Rodoviária Federal (PRF).

Nilson Leitão (PSDB) 

Foi prefeito de Sinop (2001-2008), deputado estadual (1999-2000) e federal (2011-2019). Sua chapa também conta com o apoio de DEM, PL e PTC.

Pedro Taques* (Solidariedade) 

Foi senador (2011-2014) e governador do estado (2015-2018). Ex-procurador da República, sua coligação também conta com o apoio do Cidadania.

Procurador Mauro  (PSOL)

Mauro Lara de Barros é procurador da Fazenda Nacional e músico.

Reinaldo Morais  (PSC)

É empresário do ramo alimentício. Sua candidatura também conta com o apoio do PRTB.

Valdir Barranco (PT) 

Barranco foi prefeito de Nova Bandeirantes (2005-2009) e é deputado federal desde 2015. Sua candidatura tem o apoio do PC do B.​

* No final de outubro, o TRE-MT negou o registro da candidatura de Taques, que informou que vai recorrer.

Foto: João Carlos Teixeira/Agência Senado

 

 

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