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Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Emanuel Cacho está de olho, de novo, no Senado em 2022
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Emanuel Cacho: “Sou filiado ao PSDB e quero ser candidato a senador pelo PSDB”

Alegando que o que Sergipe tem hoje de representação no Senado “não basta e nem atende” às necessidades materiais e desenvolvimentistas do Estado, o advogado Emanuel Cacho, 61 anos, admite que está trabalhando para tentar levar para si a única vaga ali na Câmara Alta disponível pro Estado nas eleições do ano que bem.

Filiado ao PSDB, Cacho diz que acha politicamente Sergipe “bem representado no Senado”. Mas carente nos aspectos de obtenção de dividendos materiais. “Eu creio que a posição que João Alves Filho teve em Sergipe, do ponto de vista de pensar e de fazer pelo Estado enquanto governador, precisa de um equivalente no Senado”, atira Cacho.

“Permita-me ser mais direto: no Senado da República, Sergipe precisa de qualquer um que seja como foi João Alves aqui internamente. Nós precisamos de benefícios materiais da República por sermos um Estado pobre que necessita da mão da União. E é aí onde eu quero me inserir”, teoriza Cacho.

“Eu diria que hoje o Senado por Sergipe está politicamente bem ocupado por dois deles, e por dona Maria do Carmo, que tem ainda uma boa experiência pública. Mas sinto a falta ali de um executivo de maior visão para trazer benefícios reais para Sergipe. É em nome desta lacuna que eu me candidatarei”, reforça Emanuel Cacho.

Se for mesmo candidato ano que vem, não será a primeira vez que Cacho se aventura nesse terreno. “Eu sou filiado ao PSDB e quero ser candidato a senador pelo PSDB”, diz. Em 2010, ele tacou a mula de suas intenções senatoriais nas ruas de Sergipe.

Pelo PPS, foi atropelado por Eduardo Amorim, PSC, e Antônio Carlos Valadares, PSB, os dois eleitos, e por Albano Franco, PSDB, e José Carlos Machado, DEM, que tiverem votações expressivas. Ele saiu-se do pleito com 66.725 votos, ou apenas 3,59% dos válidos.

Em 2006, Cacho obteve a vaga de segundo suplente de Maria do Carmo, numa eleição que trouxe o pastor Virgínio Carvalho como primeiro suplente - o pastor ainda chegou a experimentar o açúcar do mandato por uns meses. Cacho, nunca. Ele anda tanto com o Senado na cabeça que atualmente é assessor Jurídico do senador baiano Ângelo Coronel.

Emanuel Cacho foi secretário de Estado da Justiça no terceiro Governo João Alves - de 2003 a 2006. Foi presidente do Colégio Nacional dos Secretários de Justiça e o único secretário de Estado de Sergipe a presidir um Fórum Nacional de Secretários de Estado desta área.

Ele é um notável criminalista, com trânsito entre advocacia prática e aplicada, à militância de classe. Já presidiu a Abracrim Nacional - Associação Brasileira de Advogados Criminalistas - e chegou a ser nomeado pelo Senado para compor a Comissão de Juristas para elaborar um novo Código Penal Brasileiro.

É casado com Maria do Socorro Barros Andrade Cacho, que teve uma carreira profissional na Construtora Habitacional da família Alves e foi secretária de Meio Ambiente, presidente da Emurb e secretária de Obras de Aracaju sob o último Governo de João. É pai de três filhos e avô de três netos.

“Eu entro nessa na conta dos inocentes. Sergipe precisa ocupar bem aquele espaço do Senado. Ali, Sergipe precisa ter alguém com sangue no olho e com determinação para lhe servir. Eu posso até errar, mas o meu princípio sempre foi o da inocência. A vida toda”, gaba-se. Será um criminalista falando, ou um cidadão a ser considerado comum?

 

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Cláudio Luiz
Mané Cacho para Senador em 2022 terá o meu voto e trabalharei para ter o voto dos meus Amigos!!!....um Homem Destemido e Coerente!!!...sem papas na língua...