Aparte
Opinião - Uma Aracaju da maioria

[*] Alexis Pedrão

A pandemia do coronavírus ainda não acabou. Com o descontrole do governo Bolsonaro, perdemos milhares de vidas em todo o país. No meio da crise sanitária, ainda passamos por queimadas no Pantanal, inflação no preço dos alimentos e aumento da violência policial nas comunidades, especialmente contra a população negra.

É preciso dar um basta nesse governo genocida. Por isso nossa campanha à Prefeitura de Aracaju é, primeiramente, um Fora Bolsonaro, pois reivindica o impeachment do presidente diante dos diversos crimes que ele cometeu contra a saúde e a vida da população brasileira.

O fechamento da Petrobras em Sergipe representa exatamente o que estamos passando: desemprego, aumento da pobreza e falta de perspectiva no futuro. Em Aracaju esse tema é muito importante, já que Bolsonaro conta com muitos apoiadores dentre as 11 candidaturas à Prefeitura.

Uns disfarçam melhor, outros são mais escancarados. Portanto, cabe ao eleitor e a eleitora observar esse movimento. Nós seremos enfáticos nesse sentido: campanha bolsonarista em Aracaju não se cria! Tem tanto apoiador do presidente que nem a atual gestão se salva.

Não esquecemos que André Moura e Laércio Oliveira são aliados de primeira ordem de Bolsonaro e de Edvaldo Nogueira. Recentemente, o deputado Laércio foi o principal articulador da vinda do presidente a Sergipe. É preciso estar atento!

A cidade de Aracaju está privatizada e entregue nas mãos das construtoras, de meia dúzias de grandes empresários. Não existe Plano Diretor e a licitação do transporte público nunca saiu do papel.

Privatizaram o Nestor Piva e está em curso uma Parceria Público Privada – PPP - da Iluminação Pública, um escândalo que vai retirar milhões dos cofres públicos todos os anos.

Um asfalto ali, outro acolá não significa mudança estrutural. Apenas uma maquiagem. Não foram construídas maternidades, creches ou postos de saúde. Também não tivemos o reajuste do piso dos professores.

As ocupações de moradia demonstram exatamente a falência do projeto político de Edvaldo. A desocupação violenta de centenas de famílias das Mangabeiras falou por si só. Sequer uma renda básica municipal foi feita durante a pandemia, como em outras capitais. Um completo desastre.

A nossa candidatura é resultado de anos de luta e de mobilização popular na cidade. Não somos paraquedistas e não “caímos do céu”. O Psol em conjunto com PCB, MTST, Frente Favela e o Movimento Afronte formaram uma aliança de esquerda para disputar os rumos da capital sergipana.

Não aceitamos mais uma cidade privatizada, entregue às construtoras e a meia dúzia de grandes empresários. Queremos uma cidade para a maioria. Uma Aracaju em que a vida esteja acima do lucro. Que dialogue de forma ampla com o operário da construção civil, a empregada doméstica, o terceirizado, o desempregado, o trabalhador informal, o funcionário público, a artista, o microempreendedor, o pequeno comerciante, os trabalhadoras da saúde, os garis, as margaridas, os profissionais liberais, etc. Essa é a maioria!

A única forma de vencermos o pleito e fazermos uma boa gestão é com participação popular. Acreditamos no cumprimento da Lei Orgânica que determina o Conselho Municipal Popular, queremos eleição de secretários e um Congresso da Cidade para decidir o orçamento.

Nossa campanha é em favor dos direitos sociais e do meio ambiente, e do fortalecimento daqueles e daquelas que sempre estiveram excluídos, das pessoas com deficiência, das mulheres, LGBTs e da população negra. Junto com a companheira Carol Quintiliano, nossa candidatura expressa não apenas um grito de indignação, mas também de esperança. Estamos confiantes. O povo é sábio e fará a melhor escolha.

[*] É professor, militante do movimento negro e candidato à Prefeitura de Aracaju pelo Psol.

 

 

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