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Zezinho Sobral: “Está insustentável para o trabalhador brasileiro"

Zezinho Sobral: Ministério da Economia não apresenta soluções para salvar os brasileiros

O deputado estadual Zezinho Sobral, Podemos, manifesta preocupação e insatisfação sobre a atual situação enfrentada pelo Brasil. Na opinião do parlamentar, o aumento sucessivo dos preços dos combustíveis vem trazendo danos irreparáveis para as famílias brasileiras. Esta semana, a Petrobras aplicou mais uma alta no litro da gasolina de 7,04% nas refinarias e de 9,15% no diesel.

“Está insustentável para o trabalhador brasileiro. A gasolina já chegou perto de R$ 7,00 em alguns postos, alguns já ultrapassam esse valor. O consumidor não pode ser lesado com tantos reajustes. O cidadão precisa abastecer o veículo com frequência para trabalhar e o caminhoneiro que depende do diesel para transportar o desenvolvimento. A insensibilidade da Petrobras compromete o cidadão, motorista, o mototaxista, o setor produtivo, agrícola, industrial, aos microempreendedores e traz inúmeras consequências no ponto de vista social”, repudia.

Zezinho Sobral criticou a ausência de políticas públicas efetivas no âmbito federal para os problemas. “Nosso país passa por situações muito complexas. Isso vem acontecendo desde o governo Temer e seguimos fora dos trilhos. Hoje, verificamos que aquilo que foi iniciado sob a bandeira de ‘consertar’ o país, tirando o agente político do conselho de administração das empresas públicas do Brasil se transformou, na verdade, numa grande armadilha. É preciso quebrar o monopólio de algumas empresas públicas, a exemplo da Petrobras, para aumentar a concorrência e baratear os preços para o consumidor. A Petrobras é, hoje, uma fonte de exploração do povo brasileiro, do trabalhador brasileiro”, aponta Sobral. 

“Do jeito que está, a energia, o combustível e o diesel continuarão subindo. Quando o diesel sobe, reflete diretamente no consumidor porque o mercadinho fica mais caro, sufoca o salário e o poder aquisitivo. Vemos apatia do Ministério da Economia, que não toma providências e não apresenta soluções para salvar o povo brasileiro. Eles só discutem coisas sem importâncias e não apresentam nenhuma política pública consistente para atender a população”, complementa.

O parlamentar reforça que, por inúmeras vezes, já alertou sobre os prejuízos causados pela Petrobras ao consumidor brasileiro e sergipano, e reitera que os desinvestimentos da estatal em Sergipe refletem negativamente no desenvolvimento do estado, nos empregos e no bolso do consumidor. “Não justifica a história de que a variação do dólar reflete no aumento dos combustíveis porque o Brasil é autossuficiente em petróleo. A Petrobras não explora mais o petróleo aqui em Sergipe. Acionistas inominados, que não se sabe quem são, ganham dinheiro com o monopólio da Petrobras. É um conglomerado que vista exclusivamente no lucro. Empresa pública não é para dar lucro: é para atender ao povo, entregar bons serviços com bons preços”, ressalta Zezinho Sobral. 

“Tem que quebrar o monopólio e explorar o petróleo do Brasil. A Petrobras abandonou Sergipe. Inexplicável a gasolina custar quase R$ 7,00 e o óleo extraído aqui. Não produzimos, exportamos óleo bruto e compramos gasolina refinada, ao invés de refinar em Sergipe. A saída da Petrobras em Sergipe deixa um rastro de perdas para a economia, com extinção de empregos diretos e indiretos, das receitas tributárias e de royalties. Não investe mais em Piranema, não temos mais o Polo de Carmópolis, o Tecarmo e os mais de 11 campos de petróleo em terra. É inadmissível a retirada do projeto de exploração de gás e petróleo em águas profundas, que é uma grande descoberta de óleo e gás de excelente qualidade”, avalia.

Zezinho Sobral lamenta que “há um processo gigantesco de desestruturação da economia brasileira sem controle, a base de ações e medidas tomadas desde o governo Temer. O atual Governo Federal não tem interesse de corrigir. O que vemos é um cenário de descontrole do Ministério da Economia. Não temos previsão de estabilidade dessas questões. O Brasil não está sendo levado a sério. É preciso mudar veementemente a legislação e abrir um processo de quebra de monopólio da Petrobras e de abertura de concorrência urgente. A economia do Brasil está abandonada, sem controle, sem timoneiro e sem instrumentos pra se recuperar”.

 

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