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Marco Pinheiro, da Acese, prevê um 2021 com otimismo econômico

Marco Pinheiro: a esperança de melhora econômica é nacional

O ano de 2020 foi de muitas dificuldades para o setor produtivo de uma maneira geral. E o comércio sentiu sensivelmente, sendo castigado com os problemas trazidos pela quarentena imposta pela pandemia, o que provocou o fechamento de empresas e demissões em massa. Mas o final de ano já demostrou uma recuperação, alavancada principalmente pelas vendas de fim de ano – uma das melhores datas comerciais. E a perspectiva é de crescimento no setor.

Tudo isso é o que espera Marco Pinheiro, presidente da Associação Comercial e Empresarial de Sergipe - Acese. Consigo, Marco traz números recentes que dão lastro ao otimismo. “Sentimos uma melhora, ainda que pequena. O volume de vendas do comércio varejista cresceu 1,1% em outubro, por exemplo. Ainda não chegamos ao patamar de antes da crise, mas já denota que estamos em recuperação”, destacou.

Pinheiro coloca também como avalista de uma análise positivista o crescimento do empreendedorismo local. Segundo dados da Junta Comercial de Sergipe, de janeiro até dezembro de 2020 foram contabilizadas 4.231 mil novas empresas diante de 2.625 baixas. “Significa dizer que, apesar da crise, mais negócios foram criados e mais empregos foram gerados”, completou.

Saindo das fronteiras de Sergipe Del’ Rey, em um exame macro, o presidente da Acese reitera que a esperança de melhora econômica é nacional, afinal, a maioria dos analistas apostam que 2021 será de reabilitação e com alta do Produto Interno Bruto brasileiro. Dados do primeiro Boletim Focus do ano, divulgado no último dia 4 de janeiro, colaboram com a tese ao contar que a expectativa de crescimento do PIB em 3,40%.

Todavia, Marco Pinheiro pondera que o panorama ainda é de incertezas, principalmente por causa de algumas indefinições acerca da vacinação e a manutenção do auxílio emergencial. Por isso, é essencial que o Planalto dê sua colaboração. “É importante que o Governo Federal atue firmemente com as medidas necessárias e que promova as reformas relevantes ao setor produtivo”, defendeu.

Outra preocupação é com a inflação que, na visão do presidente, merece grande esforço para ser mantida dentro do previsto. “A previsão para o IPCA deste ano é de 3,32%, abaixo do centro da meta previsto, que é de 3,50%, mas dentro da margem de tolerância. É preciso assegurar que ela permaneça controlada para não corroer ainda mais o poder de compra do cidadão e prejudicar esse momento de recuperação”, finalizou Pinheiro.

 

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