Aparte
OPINIÃO: O “dotô” Luiz Inácio Lula da Silva

[*] Rodorval Ramalho: \"Ao fim e ao cabo, esses rapapés a um corrupto de alta periculosidade são apenas mais um exemplo da longa caminhada da vaquinha universitária brasileira para o brejo\"

Dia após dia, emerge no noticiário uma vasta manifestação da falência do sistema universitário brasileiro. A ausência de uma única universidade brasileira entre as 100 melhores nos rankings internacionais é apenas um exemplo.

Outra patologia – que praticamente não sai na imprensa – é o controle da universidade pelos setores de esquerda.

Esse domínio se manifesta nos autores que compõem a bibliografia acadêmica; no controle das entidades estudantis, dos sindicatos de professores e técnicos administrativos. Na patrulha dos dissidentes, entre outros.

Outra manifestação muito comum desse monopólio é o método de escolha dos dirigentes universitários, sobretudo dos reitores.

A opção por eleições – com voto proporcional de estudantes, professores e técnicos – acaba por estimular a demagogia, o populismo e o corporativismo.

Mas, voltemos à relação entre a universidade e os governos petistas. Nunca-antes-neste-país a comunidade acadêmica se mostrou tão subserviente a dirigentes governamentais. O motivo dessa atitude humilhante? Claro, afinidades eletivas e lucrativas com o lulopetismo.

Naturalmente, algumas iniciativas foram corretas, mas a maior parte dos recursos destinada ao sistema universitário – tanto público quanto privado – não se mostrou eficaz para colocar o país no mapa da ciência mundial. Portanto, não faltou dinheiro, faltou um projeto consistente.

Ao longo dos 13 anos de vassalagem, uma das formas mais comuns de bajular o ex-operário era outorgar-lhe o título de Doutor Honoris Causa.

Até a chegada do petismo ao poder, tal título era uma iniciativa voltada para quem, de fato, tinha prestado serviços destacados às ciências humanas e naturais, ou mesmo para pessoas apartadas do ambiente acadêmico, mas que prestaram grandes serviços à cultura.

Algumas instituições até estendem tal homenagem a muitas lideranças que lutaram pela paz e pelos direitos humanos. Todos sabemos, porém, que o Apedeuta não se encaixa em nenhum desses casos.

Aliás, o sujeito odeia livros, apoia terroristas, traficantes, é fã de ditadores e lidera a maior organização criminosa da história do Brasil. Ah, mas, ampliou as vagas nas universidades públicas e privadas, dizem em tom bravio os seus serviçais!

Bem, então todas as universidades públicas terão que distribuir títulos de Doutor Honoris Causa, in memoriam, aos generais do regime militar, pois foram eles que criaram o sistema público de ensino superior brasileiro do jeito que a gente conhece. Os sabujos petistas, no ambiente universitário, farão isso?

No caso da Universidade Federal de Sergipe – UFS -, se seguirmos esse raciocínio venal dos petistas, deveríamos prestar as devidas homenagens ao general Arthur da Costa e Silva, que foi quem criou a instituição em 1968.

Ao fim e ao cabo, esses rapapés a um corrupto de alta periculosidade são apenas mais um exemplo da longa caminhada da vaquinha universitária brasileira para o brejo.

[*] É sociólogo e professor
da Universidade
Federal de Sergipe.

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