Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Marcos Santana não espera revanche política ou administrativa de Belivaldo Chagas por apoiar Rogério Carvalho
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Marcos Santana: “Belivaldo nunca alimentou a possibilidade de Rogério ser o candidato do Governo”

O prefeito reeleito de São Cristóvão, Marcos Santana, MDB, disse nesta sexta-feira, 17, à Coluna Aparte, que não teme e nem espera da parte do governador Belivaldo Chagas, PSD, nenhum tipo de revanche administrativa à sua pessoa pública nem à sua gestão por ter assumido de público que votará no candidato Rogério Carvalho, PT, na disputa pelo Governo de Sergipe no ano que vem.

“Não espero nenhum tipo de retaliação por parte do governador. Nunca tive nenhum tipo de temor, não espero isso dele e ele certamente não o fará, porque fazer isso pragmaticamente não altera a minha trajetória política, porque sou um prefeito em segundo mandato e sem nenhuma pretensão eleitoral no curto prazo, e portanto não me atinge. Agora, atingiria diretamente ao povo da cidade, e tenho certeza de que Belivaldo Chagas não quer manchar essa história bonita que ele construiu nos últimos quatro anos junto ao povo de São Cristóvão”, disse Marcos Santana, sem mais rodeios.

Para Marcos Santana, sua opção diferente da de Belivaldo Chagas na sucessão do Estado não enseja nenhuma depreciação à ação do governador enquanto gestor público. “Quero deixar isso bem claro: ao dizer que o meu candidato é Rogério Carvalho, eu não estou colando nenhuma crítica na administração de Belivaldo Chagas”, afirma.

Ao contrário disso, em nome do povo de São Cristóvão, tenho a maior gratidão ao trabalho que ele fez no Estado de Sergipe e, mais de perto, em São Cristóvão. A infraestrutura rodoviária de São Cristóvão está completamente mudada e sendo mudada por obra e vontade política de Belivaldo Chagas. E eu tenho certeza absoluta de que ele não mudará essa ação proativa em favor de São Cristóvão por causa da minha opção política”, completa.

 

Belivaldo Chagas, de quem Marcos Santana espera que não prejudique o povo de São Cristóvão

Marcos Santana entende, também, que sua opção por Rogério Carvalho não pode soar aos ouvidos ou aos desejos de Belivaldo Chagas como algo novidadeiro. “Eu não me encontrei com Belivaldo para tratar de eleição em momento algum. Tudo que ele sabe do meu posicionamento - se sabe - é através da imprensa. Mas, para ser bastante fidedigno, ainda em maio me pronunciei na imprensa dizendo que faria o possível, enquanto prefeito de São Cristóvão, para que o candidato do grupo ao Governo fosse Rogério Carvalho. Aí o governador mandou para mim, através do WhatsApp, uma mensagem dizendo que achava que eu estava antecipando uma discussão que não era a do momento ainda. Ele escreveu exatamente isso: “olha, acho que você está antecipando um assunto que não é para agora, mas respeito a sua posição, porque você é uma liderança””, diz.

O apego de Marcos Santana a Rogério Carvalho e ao seu projeto de disputar o Governo de Sergipe tem um pé em afetos bem mais profundos do que alcançam as vãs filosofias. “Do ponto de vista ideológico, o que me aproxima de Rogério é a própria história dele enquanto petista, que tem mais proximidade com a minha pessoa. Na verdade, eu tenho mais identidade ideológica com ele e não trabalho com a ideia de candidatos viáveis. Não se esqueça de que eu fui filiado ao PT até 2011, mas na essência eu sou um petista ainda hoje. Eu comungo das ideias petistas”, justifica Marcos.

“No final de 2011 eu saí do PT numa atitude pragmática, porque entendia que o PT em São Cristóvão, por uma questão de organização, e não ideológica, nunca me permitiria ser candidato a prefeito. Porque, para o mundo político sergipano, usando uma palavra sua nessa nossa conversa, eu jamais teria “viabilidade” eleitoral. Só saí por causa disso”, reitera Marcos Santana.

“E eu não faço uma análise da viabilidade eleitoral de Rogério porque não me permito pensar o que é um candidato viável. Isso nunca teve influência para mim na política e não tem hoje. Veja: em novembro de 2017, quando o então vice-governador Belivaldo Chagas estava nas ruas pretendendo ser candidato à sucessão de Jackson Barreto ele sequer chegava a dois dígitos nas pesquisas de opinião pública e eu, naquele momento, fui o primeiro prefeito sergipano a convocar prefeitos de Sergipe para uma reunião em São Cristóvão e a fazer uma carta de apoio ao pré-candidato à época que não tinha, em tese, essa viabilidade”, relembra Marcos Santana.

Rogério Carvalho, com quem Marcos Santana diz ter muita afinidade ideológica

Por ter Rogério Carvalho nesse radar de afetividades política e ideológica, Marcos Santana está bem na raiz do avanço do petista rumo à candidatura ao Governo. “O governador Belivaldo Chagas, apesar de não expressar isso, mas nunca, em momento algum, aventou ou alimentou a possibilidade de Rogério Carvalho ser o candidato do Governo”, diz Marcos.

“Belivaldo nunca verbalizou essa impossibilidade, portanto esse é um julgamento meu: eu julgo isso e já o disse ao próprio Rogério Carvalho desde o mês de maio, quando estive com ele em Brasília: “Rogério, eu vou dizer uma coisa para você: entendo e julgo que você não é o candidato dos olhos de Belivaldo Chagas. Nunca foi. Agora, por favor, não dê a ele argumentos públicos para ele dizer que você não serve para ser o candidato””, relembra.

“Até dei a ele o exemplo de Lula e pedi que se transformasse no Rogerinho paz e amor. Eu não estava pedindo a Rogério para ele deixar de fazer política, deixar de ir para rua. Não estava pedindo-lhe para ficar latente e não fazer articulações. Eu estava sugerindo a ele que não criasse zona de atrito com o governador. Mas, pela análise que faço de maio para cá, penso que Rogério não entendeu essa minha sugestão como sendo a correta - no que não vejo problema nenhum e não muda de jeito algum a minha visão de que ele é um candidato exequível a quem eu deva apoiar”, afirma.

 

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Mário Santana
Até 2022 vai acontecer de tudo.
Vânia Azevedo
Fico feliz com o posicionamento do prefeito Marcos Santana, pois, enquanto moradora de São Cristóvão e reconhecendo a sua liderança política e o seu trabalho em pró da sua gente, ainda assim não o acompanharia caso o seu apoio fosse dado ao candidato de Belivaldo. Como prpfessora, faço parte de uma classe que esteve a margem das prioridades desse governo. E enquanto aposentada, só tenho a lamentar o descaso dele com essa categoria e demais servidores públicos.