Aparte
Rogério Sobral, prefeito de Ribeirópolis: os Passos tinham “política de perseguição e retrógrada”

Rogério Sobral: “Escolha de Maria de Nelson foi muito importante para a nossa vitória”

Depois de oito anos, o município de Ribeirópolis tem um prefeito que não tem o sobrenome Passos.

Pelo contrário: Rogério Sobral Costa, atual gestor, é opositor do grupo liderado pelo ex-prefeito e ex-deputado estadual Antônio Passos.

Rogério Sobral tem 42 anos, é técnico agrícola de formação e filiado ao Partido Liberal - PL.

Em entrevista à Coluna Aparte, ele afirma que encontrou o município com atrasos salariais de algumas pastas e de toda a folha do magistério e com várias obras paralisadas durante o ano de 2020.

“Agora, tivemos que convocar as construtoras, pagar os débitos deixados e reiniciar as obras”, afirma o prefeito. Além disso, uma das primeiras ações de Rogério foi a de exonerar todos os cargos em comissão.

Ação que ele considera ter sido necessária para “reduzir os altos valores salariais e se adequar a uma nova realidade pela qual o município passa”.

Hoje, adverte, a prioridade é a conclusão das obras paralisadas, que, segundo o prefeito, atrapalham a população.

Rogério já foi vereador do município entre 2013 e 2016 e acredita que isso o ajudou a ser eleito prefeito.

“Estava muito bem avaliado pela população para as eleições de 2016, mas por motivos extras o nosso candidato a vice-prefeito da época teve cassado o registro de candidatura e o meu nome foi o escolhido para substituir na chapa majoritária, mas infelizmente não obtivemos êxito”, lembra.

Ele acredita que o município foi prejudicado com os quatro anos de gestão de Antônio Passos. “Se o grupo fizer por onde o município desenvolver, é muito válida a continuidade, mas não foi o caso do nosso município. O grupo que estava só fez regredir a nossa cidade, com uma política de perseguição e retrógrada”, critica Rogério. Confira a entrevista.

JLPolítica - Como o senhor recebeu o município depois de duas gestões dos Passos?
Rogério Sobral -
Pegamos o município com atrasos salariais de algumas pastas e de toda a folha do magistério, várias obras que eles iniciaram e deixaram paradas durante o ano de 2020. Agora tivemos que convocar as construtoras, pagar os débitos deixados e reiniciar as obras.

JLPolítica - Dos seus projetos, o que é mais urgente colocar em prática no momento?
Rogério Sobral -
O da conclusão das obras que ficaram paradas e que estão atrapalhando o dia a dia da população.

JLPolítica - O senhor já foi vereador do município. Acredita que isso o ajudou a ser eleito prefeito?
Rogério Sobral -
Acredito que sim. Entre 2013 e 2016 exerci o mandato de vereador e estava muito bem avaliado pela população para as eleições de 2016, mas infelizmente por motivos extras o nosso candidato a vice-prefeito da época teve cassado o registro de candidatura e o meu nome foi o escolhido para substituir na chapa majoritária, mas infelizmente não obtivemos êxito.

JLPolítica - Como é a sua relação com a vice Maria de Nelson? Por que ela foi a escolhida para compor a chapa?
Rogério Sobral -
Minha relação é de mãe e filho com Maria. A escolha de Maria foi muito importante para a nossa vitória. Ela é uma mulher muito carismática e guerreira, sem contar que precisávamos da união com o grupo da ex-prefeita Uita Barreto, e por ela ser do PSD Uita a escolheu como o melhor nome.

JLPolítica - Uma das primeiras ações do senhor foi a de exonerar todos os cargos em comissão. Por que isso foi necessário?
Rogério Sobral -
Precisava reduzir os altos valores salariais e nos adequar a uma nova realidade pela qual o município passa.

JLPolítica - O senhor acredita que foi prejudicial para o município ter passado tanto tempo sob o comando do mesmo grupo político?
Rogério Sobral -
Isso é relativo. Se o grupo fizer por onde o município desenvolver, é muito válida a continuidade. Mas não foi o caso do nosso município. O grupo que estava no poder só fez regredir a nossa cidade, com uma política de perseguição e retrógrada.

 

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