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Maria Mendonça faz alerta contra alto índice de assassinato de crianças e adolescentes

Maria Mendonça: “A família é a base e é preciso dispensar cuidados”

Só em 2020, Sergipe registrou 146 mortes violentas e intencionais contra crianças e adolescentes. Os dados constam do Panorama da Violência Letal e Sexual contra Crianças e Adolescentes no Brasil, lançado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância - Unicef - e Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

Diante desse panorama, a deputada estadual Maria Mendonça, PSDB, não consegue se calar e pede ação. “Isso é muito grave e sério. Foram crianças e adolescentes mortos intencionalmente em nosso Estado. Por isso precisamos dar efetividade à Lei 7.271/2011, fruto de Projeto de Lei de nossa autoria, que versa sobre a instituição de uma política estadual para prevenir, identificar e coibir a violência, o abuso e exploração sexual dessa camada tão importante da sociedade”, afirma a deputada.

A Lei, que está em vigor há 10 anos, de acordo com Maria, precisa funcionar para gerar a devida preservação da integridade física e emocional dessa parcela da população.

“É uma norma que visa erradicar atrocidades, como a que aconteceu nos últimos dias com a pequena Lorrany”, disse a deputada, referindo-se à criança cujo corpo foi encontrado por populares no Bairro Santa Maria, em Aracaju, após ser barbaramente assassinada por um homem de 42 anos.

O mesmo relatório, citou Maria Mendonça, mostra que entre 2016 e 2020, 35 mil crianças e adolescentes de zero a 19 anos foram mortas de forma violenta no Brasil. “Isso representa uma média de sete mil por ano”, alertou a deputada.

Maria Mendonça acrescentou que os números mostram, ainda, que no período de 2017 a 2020, 180 mil sofreram violência sexual. “Vou continuar cobrando políticas públicas que, ao meu ver, são imprescindíveis para toda a sociedade”, disse ela.

Para Maria Mendonça, há a necessidade de o Estado, também, cuidar das famílias, promovendo a devida assistência para que possam zelar da prole com todas as garantias legais. “A família é a base e é preciso dispensar cuidados para que os filhos possam crescer em ambientes saudáveis e seguros”, defende.

Foto: Jadilson Simões

 

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