Aparte
Opinião - É hora de resgatar o nacionalismo

[*] Rômulo Rodrigues

A constatação é clara e evidente: o Brasil não existe mais como nação, a economia está esfrangalhada, o genocídio é uma evidente constatação, não há mais respeito internacional.

E mais: os partidos políticos nascidos dos ovos da serpente chamada Arena, com suas ramificações em legendas de aluguel ao capital internacional, como o PP, o DEM, o PL e outros só sobrevivem pela abjeta compra de votos, sem nenhuma identidade com as causas populares e os interesses nacionais, chegam ao fim e tentam metamorfoses espúrias através de fusões de sujos com mal lavados.

E ainda formam, esses partidos, pilares da deformação e do descrédito contra a soberania de um país que era a 6ª economia do mundo e foi derrubada para a 14ª, perdendo o respeito e a valorização do patrimônio público nacional.

O golpe de 2016 contra a presidente Dilma Rousseff teve intensa participação dos segmentos antipatriotas, entre eles o que consome mais de uma centena de bilhões de reais por ano, as forças armadas, conforme declaração do então senador Romero Jucá, quando disse que tinha conversado com os chefes militares.

As revelações recentes da farra de militares do Exército comemorando a cassação do mandato da presidenta Dilma Rousseff em uma churrascaria em Itapecerica da Serra, São Paulo, no instante em que o Senado lhe cassou o mandato, é uma prova de que estavam afinados com os interesses do Departamento de Estado dos EUA.

A furada de fila da filha de Bolsonaro e do filho da deputada bolsonarista Carla Zambelli, para ingresso no colégio militar, autorizadas pelo comandante do Exército, mostra claramente o alinhamento político com o governo mais antinacional da história da República.

Por sua vez, a descoberta de que o irmão de Arnaldo Cezar Coelho, Ronaldo Cezar Coelho, sócio do império Globo no Rockin Rio, já é o maior acionista da sucessora da BR Distribuidora é apenas mais um comprovante de que a mídia foi um instrumento imprescindível do pacote lesa pátria trazido pela embaixadora americana, Eliana Ayalde em 2013, cuja missão era destruir a economia brasileira e a Petrobras, numa guerra híbrida, sem disparar um único tiro.

A Petrobras, gigante do petróleo mundial, credenciada a entrar na Opep após a descoberta do pré-sal, tinha uma política de preços de seus produtos que influenciava o controle da inflação, o desenvolvimento tecnológico, ajudava a zerar o desemprego, aumentava o PIB per capita nacional e acabara de cometer a ousadia de abocanhar um pedaço do mercado de derivados de petróleo dos Estados Unidos com a compra da refinaria de Pasadena.

Todo o processo de avanço do Brasil na elaboração da agenda mundial no G-20, não foi acompanhado do respectivo respeito e admiração pelo povo, em função da eterna campanha diária de ataques mentirosos na mídia patronal contra a empresa, minando o sentimento de pertencimento que o povo tinha perante a gigante brasileira.

Foram quase 70 anos de intensa propagação mentirosa entre a campanha do petróleo é nosso e a descoberta do pré-sal desarmando as parcelas mais conscientes da população e acuando o Poder Judiciário, evidente na sua submissão à Operação Lava Jato, com o STF acovardado ante uma intervenção militar.

O momento exige uma contraofensiva sem trégua contra todo esse poderio, com mobilizações intensas pelo retomada do ímpeto nacionalista de reestatização da Petrobras como a verdadeira independência do Brasil.

[*] É sindicalista aposentado e militante político.

 

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