Aparte
Opinião - Qual é mesmo o motivo do abandono das nossas rodovias estaduais?

[*] Maria Cristina da Silva

Os exorbitantes impostos pagos por nós contribuintes ao abastecer veículos e pelo IPVA anualmente, cuja destinação legal é para uso na conservação das autoestradas, são suficientes para a manutenção das nossas rodovias.

Mas, lamentavelmente, não é isso o que acontece na prática. É possível perceber o estado de abandono em que as rodovias estaduais de Sergipe se encontram quando é preciso deslocarmos por elas.

Estão abandonadas e esburacadas em muitos municípios. Quer dizer, com verdadeiras crateras, sem execução das roçadas e nem da limpeza dos acostamentos.

E mais: sem pintura das faixas de segurança e sem nenhum tipo de sinalização. Isso obriga os transeuntes e ciclistas a correrem o risco de atropelamentos. Um exemplo do caos é o da SE-265, a que liga os municípios de Itaporanga D’Ajuda e Lagarto.

Por ali, deve-se dirigir numa velocidade por volta de 20km/h para não correr o risco de danificar os aros, os pneus e suspensão dos veículos, sem falar no alto grau de risco de acidentes, causando danos físicos e até mesmo mortes.

Muitas pessoas da região se deslocam para as cidades circunvizinhas a fim de comercializar as produções agrícolas, para trabalhar no comércio, nas escolas, nos postos de saúde, etc, mas no trecho do povoado Brasília o acostamento virou calçada, e os cidadãos transitam literalmente pela via, sem iluminação e sem sinalização. Quem conhece o caminho, fica preocupado. Quem não conhece, “vai na sorte”.

Na via vicinal que liga os povoados Sapé, de Itaporanga D’Ajuda, Quebradas, em Salgado, há uma estreita ponte de madeira, que está com placa de interditada há muito tempo, pois a madeira apodreceu, impedindo que os veículos transitem por ela.

Por ali, apenas os motociclistas conseguem fazer a travessia, e nenhuma esfera de poder público toma a iniciativa de resolver a situação. A sensação de descaso geral é infinitamente dolorosa.

Como somos um povo pacífico, não temos o hábito de ir bater à porta dos nossos representantes para cobrar o uso correto dos impostos, vamos então pagando as contas e esperando pela misericórdia divina que ilumine os gestores a olhar pelo povo que confiou nas promessas eleitoreiras deles.

De modo que se alguém souber a real razão desse enorme abandono das nossas estradas, por gentileza esclareça à população. Eu me sentirei agradecida.

[*] É professora e doutora em Ciências da Educação - macrissilva1965@gmail.com

 

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