Aparte
Opinião - É preciso dar uma tapa na cara da dominação ideológica

[*] Rômulo Rodrigues

O mundo girava e a Luzitânia rodava quando velhos caciques da política brasileira, que tinham os méritos de não deixar morrer as matreirices da UDN e PSD, resolveram enterrar um passado político que nunca morre e buscaram maquiá-lo, tirando dos sepulcros caiados duas múmias - uma em forma de Partido da Frente Liberal - PFL - e outra, como Partido da Social Democracia Brasileira - PSDB.

Foi um tempo em que ainda havia um resto de inteligência e sabedoria na política brasileira, heranças de Getúlio Vargas, dos velhos caciques mineiros, de alguns cariocas e paulistas, de coronéis nordestinos como José Sarney, Antônio Carlos Magalhães, José Américo de Almeida, João Cleofas, Dinarte Mariz, Aluizio Alves, Leandro Maciel, que ao saírem de cena com o esgotamento político deixaram as veias abertas da política brasileira para mestres como Miguel Arraes e Leonel Brizola.

Depois do pernambucano e do gaúcho, a hercúlea tarefa ficou sob a responsabilidade do maior líder político do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva que, com maestria, domina a ciência e a arte da política, como ninguém.

A síntese do processo é que a direita, sem quadros, sem interlocutores civis e militares, recorre ao uso da única arma que tem à disposição, quando lhe faltam argumentos para o debate: a violência civil e militar, refletida através de golpes de estado, prisões, torturas, assassinatos e massacres à classe trabalhadora - com a mentira de dizerem que estão defendendo a democracia.

Nos últimos dias do mês de março, dois partidos políticos se manifestaram como integrantes da dualidade histórica da vida, da morte e da luta do povo brasileiro. No dia 26, sábado, o Partido Comunista do Brasil, PC do B, fez uma comemoração histórica do seu centenário com a presença da maior esperança do povo brasileiro, Luiz Inácio lula da Silva, na cidade berço do seu nascedouro, Niterói, no Rio de Janeiro, com resgates de heróis como Pedro Pomar, Astrogildo Pereira, Gregório Bezerra, Carlos Marighella, Ângelo Arroyo, Maurício Grabois, João Amazonas, Osvaldão e tantos mais e apontou o que é fundamental para o momento: a luta em defesa da democracia.

Puxando a outra ponta da corda que separa os dois projetos de nação soberana, no dia 31 surge a voz agourenta e putrefata do general Braga Neto tentando o inadmissível de explicar o golpe militar de 1º de abril de 1964, que impediu o Brasil de dar um enorme salto para o futuro, só porque o Tio Sam não quis, e se ele não quis, passou a ser a vontade da tralha de gorilas das forças armadas comedora de picanha e leite condensado.

O mecanismo sempre usado para impor a dominação ideológica ao povo brasileiro tem sido o Partido Militar, pelo seu costumeiro conto de fardas, disseminado desde a educação básica como a garantia que não é e, por isso, os desmandos e o genocídio do governo militarizado de Bolsonaro tem que ser denunciado e desmoralizado. O caminho da verdade é comparar o período de 1º de janeiro de 2003 a 31 de dezembro de 2014 com a realidade de hoje.

A doutrinação acelerada da guerra da Ucrânia já está perdendo força. Já não consegue encobrir as percepções populares das corrupções das vacinas do general Pazuello, nem as dos pastores do Ministério da Educação e os números apurados nas pesquisas estão cada vez mais fortes para impedirem as tentativas de mais um golpe.

[*] É sindicalista aposentado e militante político.

 

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