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Kaká Santos lamenta perda de mandato de Diná Almeida e nega aliança com Dilson de Agripino

Kaká Santos: “Se sair candidato, sairei acreditando no novo. Serei uma espécie de terceira via”

O empresário Clailton Batista dos Santos, o Kaká Santos, DEM, que disputou o mandato de vice-prefeito de Tobias Barreto no ano passado ao lado de Diógenes Almeida, MDB, lamentou nesta quarta-feira, 22, a decisão do Tribunal Superior Eleitoral, de manter a cassação do mandato da deputada estadual Diná Almeida, Podemos, esposa de Diógenes, e suprimir direitos políticos do próprio Diógenes.

Tido em Tobias Barreto como um pré-candidato a deputado estadual em 2022, mesmo que Diná Almeida mantivesse ou venha a manter seus direitos políticos de disputar, Kaká Santos não confirma esse projeto, lamenta o que aconteceu com ela, mas admite dificuldade da aliada de anular a decisão do TSE.

Para Kaká Santos, a supressão em definitivo do mandato de Diná Almeida é uma perda direta para os interesses do município de Tobias Barreto e isso não deve interessar a ninguém.

“Isso que aconteceu com a nossa deputada é ruim demais. É ruim, porque com isso o município de Tobias Barreto perde. Até o ano passado, a cidade tinha dois deputados estaduais como seus representantes e, com isso, hoje não tem mais nenhum. Estou torcendo por ela, mas acredito que não consiga reverter essa situação. Acho muito difícil”, analisa Kaká Santos.

“Claro que torço por Diná, porque, independentemente de qualquer coisa, ela é uma deputada por Tobias Barreto. Se fosse ao contrário, se isso acontecesse com Dilson de Agripino, eu estaria torcendo por ele. E por que não por ela, que é uma aliada? Eu venho de uma linha diferenciada da política. Você vê na política dois candidatos se digladiando, mas logo-logo se juntam. Não adianta macular a imagem de ninguém. Você pode até falar que o cara não está fazendo nada como deputado ou como prefeito, e mesmo assim saber o modo de falar, sem ignorância ou ódio. Porque quem tem projeto político não precisa destruir o outro”, diz.

Assim que se encerraram as eleições de 2020 em Tobias Barreto, criou-se uma expectativa de que Kaká Santos seria um candidato natural a deputado estadual em 2022, o que atravancaria os caminhos da reeleição de Diná Almeida, posto que ambos têm base eleitoral na mesma cidade.

Mas Kaká não confirma expressamente isso. “Desde que acabaram as eleições de 2020, quando concorri ao mandato de vice-prefeito, a única coisa que botei em mente foi organizar os meus negócios pessoais. E é o que penso no momento. Todos que me conhecem, sabem disso. Quando surgiu a oportunidade de disputar a Vice-Prefeitura, me dediquei, mas não fiz outro projeto ainda”, diz.

Há suspeitas de que o prefeito Dilson de Agripino esteja fomentando a candidatura de Kaká à Alese, como meio de dividir o eleitorado de Diná, que vem de Diógenes Almeida. Kaká nega esse alinhamento. “Nunca tive qualquer conversa com Dilson de Agripino sobre política”, diz ele.

“Eu saí do pleito de 2020 aliado de Diógenes Almeida e também nunca me senti um inimigo de Dilson. Mas não sei se vou concorrer a alguma coisa em 2022, embora eu acredite que se eu chegar a sair candidato a algo, sairei acreditando no novo, porque acho que tenho esse perfil. Serei uma espécie de terceira via”, diz.

Kaká Santos tem 36 anos, é supermercadista em Cristinápolis e atua em Sergipe e em Alagoas no mercado de crédito consignado com a Quero DinDin. 

 

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