Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 39 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração / Tanuza Oliveira.

Breno França, do Sincadise, é tratado como projeto de suceder Laércio Oliveira na Fecomércio
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José Roberto Tadros, Breno França e Juliano Cesar: unidos no mesmo projeto

Embora a sucessão do presidente do Sistema Fecomércio, Sesc e Senac em Sergipe, Laércio Oliveira, só deva acontecer no segundo trimestre de 2022, começa a crescer um movimento em torno do empresário do Breno França com a finalidade de que seja ele o nome a sucedê-lo. De que seja ele a fazer a transição de uma gestão que vai completar oito anos e que é tida como uma das mais exitosas das últimos décadas.

Breno França tem 37 anos, é bacharel em Administração de Empresas, toca a empresa França Distribuidora, especializada em produtos de panificação há 35 anos e de bom porte, é filho do respeitável Hugo França, preside o Sindicato do Comércio Atacadista e Distribuidor de Sergipe - Sincadise -, é considerado um sujeito preparado e está disposto a dar mais potência ao movimento que se forma em torno de si.

“Como meu mandato de quatro anos no Sincadise termina em março de 2022 e o presidente Laércio Oliveira não poder ir a uma segunda reeleição, por determinação estatutária criada por ele mesmo, me coloco como pré-candidato, sim”, disse Breno França à Coluna Aparte nesta quinta-feira, 28.

Mas para tornar mais grosso o caldo dessa movimentação, na última terça-feira, dia 26, Breno França fez uma visita a José Roberto Tadros, o todo-poderoso presidente da Confederação Nacional do Comércio - CNC -, no Rio de Janeiro, e voltou de lá com uma carta de apresentação em forma de elogios. 

“Breno França é a grande revelação da representação empresarial e sindical em Sergipe e no Brasil. O sistema sindical precisa de renovação e Breno França representa essa renovação com segurança para a representação empresarial local, regional e nacional”, disse Roberto Tadros.

E foi mais além. “A CNC e toda a sua Diretoria recebem com muito entusiasmo a disposição do Breno França para assumir a Presidência do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac em Sergipe a partir de 2022. Sergipe é berço de líderes empresariais que se destacaram na representação empresarial, a exemplo do meu amigo e ex-presidente da CNI, Albano Franco”, complementou Roberto Tadros.

Essas referências positivas a Breno França ressoaram em Sergipe como uma espécie de lançamento antecipado da pré-candidatura dele, embora o objetivo da ida à CNC tenha sido outro e não o debate sucessório.

Acompanhado do presidente da Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores - Abad -, Leonardo Severini, do vice-presidente da Abad Juliano César e do pai e vice-presidente da Fecomércio-SE, Hugo França, Breno França foi ali agradecer o apoio da CNC e de José Roberto Tadros à aprovação do Projeto de Lei 05/2021, que prorroga até 2032 os incentivos fiscais para as empresas que atuam no comércio.

“Pedi essa audiência com o presidente da CNC para, em nome dos atacadistas e distribuidores do Estado de Sergipe, agradecer o apoio dele e da CNC, que mobilizaram todos os esforços para aprovar o PL 05/2021 no Congresso Nacional, promovendo segurança jurídica e melhorando o ambiente de negócios para as empresas que atuam no comércio, em especial as pequenas e médias empresas regionais, que são essenciais para a geração de emprego, renda, desenvolvimento econômico e social dos municípios, Estados e do país”, disse o presidente do Sincadise.

Roberto Tadros reconheceu a importância do gesto do jovem líder sergipano. “A CNC é a casa do empresário que atua no comércio de bens, serviços e turismo no Brasil. O presidente Breno França nos procurou solicitando o apoio da CNC para atuação junto aos deputados e senadores para buscarmos aprovação do PL 05/2021, por uma questão de justiça fiscal. E assim o fizemos, trabalhando conjuntamente com as Federações do Comércio dos Estados, a Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores e suas afiliadas estaduais”, disse Tadros.

“Quero aqui, inclusive, ressaltar o excelente trabalho que o presidente Breno França desempenha à frente do Sincadise. O seu comprometimento e a competência na condução das demandas das empresas do comércio atacadista distribuidor de Sergipe lhe credenciam para novos desafios na representação empresarial em âmbito local”, reforçou Tadros.

A ida de Breno França à CNC e a continência reverenciosa feita a ele por José Roberto Tadros naturalmente “causaram” em Sergipe alguns burburinhos. Diante da reverberação - porque repercutiu para além da mídia oficial do Sincadise -, houve até quem achasse ter havido um certo excesso em se “discutir pela mídia” uma sucessão que tem caráter meio intimista e é - ou será - decidida por 12 sindicatos.

Mas ninguém ousa questionar a legitimidade de Breno França na busca de ser o Laércio Oliveira do amanhã. “É uma tarefa difícil, porque Laércio OIiveira, parodiando Juscelino Kubitschek, fez em oito anos uma gestão que equivale a 80 anos”, diz o vice-presidente da Abad Juliano César, que é admirador tanto do atual comandante da Fecoméico.SE, quanto do que se propõe a sucedê-lo.

Por isso há quem veja Breno França como um projeto pessoal de Juliano, como fora no momento em que fizera dele o seu sucessor no Sincadise há mais de três anos. 

 

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