Aparte
Líder da oposição em Ribeirópolis, Max de Zé de Toinho diz que gestor deve “olhar para a frente”

Max: “O gestor quando assume tem o ônus e o bônus”

No exercício do terceiro mandato, o vereador Ney Max Santana Oliveira, ou simplesmente Max de Zé de Toinho, do município de Ribeirópolis, DEM, hoje é o líder da bancada de oposição na Câmara.

Depois de quatro anos tendo como gestor um aliado, que era o prefeito Antônio Passos, DEM, e estando na oposição ao gestor Rogério Sobral, Max de Zé de Toinho fala sobre as diferenças de atuação como parlamentar.

“Estando na oposição, nós fiscalizamos, reivindicamos através de projetos, discursos e da imprensa, e lutamos para que sejamos atendidos pelo gestor. Tudo isso em favor da população. E quando estamos na bancada de situação, por ser aliado do prefeito, o pedido pode ser atendido mais rápido”, explica Max.

No entanto, para Max, o mais importante é o prefeito não “misturar partidarismo”, administrar com responsabilidade e atender a todos os vereadores, independentemente de serem aliados ou não na Câmara. “Afinal, com isso quem ganha é a comunidade”, diz.

Max de Zé de Toinho ressalta que, na oposição ou na situação, a atuação dele enquanto parlamentar continua na mesma linha: sempre defendendo o povo, fiscalizando o poder público, buscando o melhor para Ribeirópolis, através de projetos, indicações e sugestões.

“Fazendo um mandato coerente, com muita responsabilidade e cumprindo o meu dever para o cargo que fui eleito. Em qualquer bancada que eu faça parte, jamais decepcionarei o eleitor”, garante.

Max reconhece que ainda é cedo para avaliar a fundo a atual gestão, de Rogério Sobral, que sucedeu a de Antônio Passos, mas diz que nesses 100 dias da administração ainda não viu muita coisa acontecer.

“Não há obras sendo iniciadas nem concluídas - já que ficaram algumas da gestão anterior em etapa final. Ouvi muitas reclamações de servidores da saúde por reivindicar os seus direitos e ainda não terem sido atendidos; reclamações da população em relação ao aumento de impostos e muita falta de atenção com os mais carentes”, pontua.

Além disso, segundo o vereador, o município está sem doar cestas básicas em plena pandemia; sem distribuir os kits da alimentação escolar e, assim, sem corresponder com as expectativas de muitos.

“Isso em 100 dias. Mas vou torcer para que a gestão melhore e o pior não aconteça, porque com o pior quem sofre é o povo e, principalmente, as famílias mais carentes”, diz Max.

Em entrevista à Coluna Aparte em 25 de fevereiro, o atual prefeito Rogério Sobral disse o seguinte. “Pegamos o município com atrasos salariais de algumas pastas e de toda a folha do magistério, várias obras que eles iniciaram e deixaram paradas durante o ano de 2020. Agora tivemos que convocar as construtoras, pagar os débitos deixados e reiniciar as obras”.

Quanto a essas colocações, Max diz que geralmente quando o vencedor nas eleições é de um grupo diferente, costuma-se “perder tempo olhando para o retrovisor e ficar falando” coisas desse tipo.

“Mas Ribeirópolis quer ver é trabalho. A gestão de Antônio Passos deixou mais de R$ 5 milhões em caixa, destes sendo mais de R$ 3 milhões no Fundo Municipal de Saúde. Então, o gestor quando assume tem o ônus e o bônus”, rebate.

Na opinião de Max, para falar da gestão anterior é preciso ter coerência e citar os valores que ficaram em caixa, enxergar as inúmeras obras e ações desenvolvidas por Antônio Passos.

“Ele é o campeão em obras e o gestor que mais contribuiu para o desenvolvimento de Ribeirópolis. Agora a responsabilidade é do atual gestor, que deve trabalhar olhando para a frente”, reforça.

 

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