Aparte
Atitude de Eduardo enfraquece o grupo

Eduardo Amorim, a promessa que vai murchando na véspera

Ainda a propósito do fastio de Eduardo Amorim, há um fato a se relevar: a atitude dele enfraquece o grupo como um todo. É como se ele não captasse a virilidade estupenda do seu parceiro de bloco, o senador Antônio Carlos Valadares, que faz das tripas coração para que o grupo não anule as chances da véspera e chegue no outubro de 2018 com o nariz empinado e as velas tesas. Eduardo age como se receoso da liderança que Valadares assume nas pesquisas, em vez de colar nisso e apropriar-se desse espólio que beneficiaria aos dois. Veja que ambos são senadores em obrigação compulsória de renovar mandatos, que acabam em 2018. Se Eduardo Amorim trabalhasse com o princípio de disputar Governo do Estado, os dois sairiam ganhando. Esta coluna custa crer que Valadares queria a sina de governador de Estado a esta altura da vida, apesar do seu ânimo. Mas, raposa velha, não deixa transparecer que não, por saber da poupança que a imaginação disso gera para o grupo. Eduardo Amorim, mesmo que queira vir a disputar o Governo do Estado, não deixa transparecer isso. Acocora-se, pálido.