Aparte
Opinião - A direita está órfã em Sergipe

[*] Maurício Nascimento

Neste momento em que lamentamos a morte do empresário João Tarantella, ícone da direita sergipana, observamos uma total falta de coragem dos políticos de Sergipe em assumir suas candidaturas majoritárias, apesar da quantidade enorme delas.

Precisamos entender que o momento não comporta mais aquele “saco de gatos” da era petista, onde todos, ou quase todos, os grupos políticos do Estado se aninharam ao soberano PT de Déda e Lula.

O que temos hoje é um monte de políticos sem querer largar as tetas do governo estadual, “estranhos no ninho”, tentando conquistar espaço na candidatura “imbatível” do Governo. Alguns outros, apesar de rompidos com o governo estadual, não assumem o protagonismo de uma candidatura majoritária.

Mas, em primeiro lugar, essa não será uma candidatura imbatível, a não ser que Edvaldo Nogueira seja o candidato com o apoio maciço do grupo governamental, o que acho improvável.

O que Belivaldo ganharia fortalecendo o PDT em detrimento de um candidato do PSD? O prefeito de Aracaju deixaria o PDT para ser candidato a governador com as bênçãos de Belivaldo? Edvaldo teria peito para ser candidato sem o apoio do grupo governamental? Se lhe sobra popularidade, falta-lhe grupo.

Rogério Carvalho não tem nada a perder, já que está de mandato novo, e é candidatíssimo ao governo. Espera conquistar capilaridade a partir do palanque lulopetista.

Já há pesquisas animadoras em relação à transferência de votos de Lula, em cenário onde aparece Carvalho sendo o candidato do padrinho. Pesquisas duvidosas, como têm sido quase todas, mas mesmo assim, pesquisas. Interessante notar que Lula ganha em todas as pesquisas e perde em todas as enquetes, inclusive as organizadas por entidades de esquerda.

Devem ser atraídos pela candidatura petista os partidos mais à esquerda. Nem mesmo o PDT de Nogueira tem muito a ganhar com essa aproximação. Ser candidato ao Senado, ao lado de Rogério Carvalho, seria melhor que a candidatura a senador na chapa governista? Portanto devem somar ao PT partidos nanicos com muita ideologia e muito poucos votos.

E o Cidadania? Alessandro Vieira sai candidato ao Governo? Talvez sim, se não quiser cair no ostracismo de vez. Ou seria o sonho distante de disputar a Presidência seu projeto do momento? Seja ele qual for, dificilmente conseguirá realizar.

Por outro lado, onde está a chapa de direita? PP, PTB, PL, o novo União Brasil - DEM + PSL -, Republicanos, PSC, etc, não conseguem viabilizar uma chapa majoritária em Sergipe?

Será que não daria para Laércio Oliveira, Pastor Heleno, Rodrigo Valadares, Valmir de Francisquinho, Pastor Jonny Marcos, José Carlos Machado, dona Maria do Carmo, deputado Capitão Samuel etc, viabilizarem suas próprias candidaturas fora das tetas governamentais?

É de se pensar: a direita está órfã nas próximas eleições no Estado de Sergipe? Pelo visto até aqui, duplamente órfã!

[*] É advogado, cientista social e empresário.
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