Aparte
Opinião - A verdade um dia aparece

[*] Rômulo Rodrigues

Enfim, a meta de atingir 250 mil mortes pela Covid-19, estabelecida e perseguida por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes, foi atingida.

Os cálculos a serem feitos são de quantas aposentadorias e pensões deixarão de ser pagas pela Previdência Social e quantas pessoas sairão do Sistema Único de Saúde, que eles contabilizam como gastos, juntar tudo e ver qual a soma exorbitante que irá todo mês para o sistema financeiro.

É com essa fábula de dinheiro que vão atingir a estratosférica quantia de R$ 1 trilhão que anunciaram que seria a economia da malfadada Reforma da Previdência.

Quando, em fevereiro de 2020, apareceu de repente o coronavírus, o espertalhão Paulo Guedes gritou: eureka, achei!

Dito isso, correu para onde estava o chefe e vociferou: está dada a oportunidade de nós banqueiros abocanharmos muitos bilhões de reais que a reforma não vai nos dar, se agirmos com o máximo de irresponsabilidade entregando o Ministério da Saúde a quem tiver mais descompromisso com as vidas das pessoas e ou a quem for mais incompetente no gerenciamento da crise sanitária que faremos prolongada.

Foi assim que vieram o Mandetta, depois o cara de vampiro e finalmente o general Pazzuelo, formado nas academias militares, especializado em logística e, perfeitamente habilitado para não saber que a cada compra de vacinas ou insumos para fabricá-las teria que comprar o correspondente em seringas para aplicá-las e, superada essa pequena deficiência, trocar no abastecimento emergencial os envios de vacinas entre o Estado do Amapá e o Estado do Amazonas.

Perfeito, disse o chefe. E qual o meu papel na crise?, quis saber Bozo. Elementar, respondeu o banqueiro do Ministério da Fazenda: continue criando factoides políticos todos os dias, ou use e abuse de sua capacidade de falar besteiras e impropérios que o gado vai continuar gritando mito, mito, mito.

Só mais uma coisa, perguntou Bozo? E a mídia e o mercado? Deixem comigo, tranquilizou o banqueiro. Do mercado eu tomo conta, pois sou de lá, e de quebra o mercado, cliente da mídia, toma conta dela.

E assim foi e está sendo feito. A mídia faz uma carga suave e enganadora contra o impostor e avaliza de cabo a rabo o projeto neoliberal em execução. 

Para controlar a plebe ignara, utiliza das ferramentas de controle ideológico em reprises de novelas como Laços de Família, Flor do Caribe e Força do Querer e edições anuais do BBB.

Com o campo arado e semeado, vêm as narrativas, como a predominante, por incrível que pareça, que ainda é a corrupção na Petrobras.

Mantida a atenção na prisão do deputado Daniel Silveira e na PEC da impunidade, entraram em cena as privatizações da Eletrobrás e dos Correios e ninguém consegue enxergar que depois de tudo ser privado o povo será privado de tudo.

Lula recebeu a Petrobras de FHC valendo no mercado US$ 15 bilhões. Com a descoberta do Pré-Sal, a empresa passou a valer US$ 510 bilhões e mesmo com o fatiamento de hoje ainda restam ativos suficientes para voltar a ser gigante se sair do controle do capital privado. 

A compra de Pasadena, no Governo Dilma, assustou pela ousadia de entrar no restrito e fechado mercado de derivados de petróleo dos EUA e daí nasceu toda uma campanha midiática mentirosa de corrupção.

Hoje, sabe-se que a Refinaria nos Estados Unidos dá lucro de mais de US$ 160 milhões anuais e já se pagou faz tempo.

No entanto, a Globo escala para reforçar suas narrativas mentirosas contra a Petrobras e os governos Lula e Dilma o Sr. David Zilberstein, genro de FHC e nomeado por ele para dirigir a Agência Nacional de Petróleo e que foi um dos cabeças para tentar mudar o nome da empresa para Petrobrax e fazer o que estão fazendo agora.

O Sistema Globo que ainda defende a quadrilha da Lava Jato, não se cansa de recorrer a velhos e manjados agentes dos interesses externos, para solapar nossa soberania.

[*] É sindicalista aposentado e militante político.

 

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