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Mah Verçosa: “Por que a cota não são 30% de homens e 70% de mulheres? Por que não se inverte isso?”

Mah Verçosa: chegando com preocupações amplas

A nutricionista e terapeuta Márcia Verçosa, Republicanos, 44 anos, conhecida como Mah Verçosa, disputa pela primeira vez um mandato público, querendo ser vereadora de Aracaju, mas já começa com uma ideia polêmica: a de que a cota de gêneros estabelecida para candidaturas seja invertida em sua proporcionalidade.

“Nós as mulheres não temos representantes no Legislativo de Aracaju. Somos pouquíssimas ali. Isso porque no aspecto de gênero, estamos batendo somente a cota de candidaturas, e mesmo assim burocraticamente, porque quando se vê, o número de mulheres é bem menor nos mandatos. Se não me engano, na Câmara de Aracaju hoje só tem Emília Correa, Sheyla Galba e Sônia Meire. Onde já se viu? Por que a cota não são 30% de homens e 70% de mulheres? Por que não se inverte isso”, provoca a candidata.

Mah Verçosa faz essa defesa sonhando com pessoas de melhor perfil nos mandatos - seja no Executivo, seja no Legislativo. “A política necessita de pessoas com preparo para decidir. Eu mesma me sinto um delas. Acho que devemos deixar no passado aquela história de que é o filho de não-sei-quem e portanto deve ocupar espaços. Na verdade, eu busco voz. Sempre vejo as mesmas pessoas e ainda com um recorte familiar - é o filho de alguém, a mulher de alguém. Precisamos mudar isso. Sim, e o preparo, onde fica?”, questiona a candidata.

O partido de Mah Verçosa está no agrupamento que apoia a candidatura de Luiz Roberto, PDT, à Prefeitura de Aracaju. “Acredito muito nele, independentemente de ser da minha coligação, por achar que Luiz é o mais preparado dos quadros que estão na disputa e, particularmente, prezo muito pelo preparo do candidato, da candidata, sejam eles ao Executivo, sejam ao Legislativo. Vejo em Luiz esse preparo para ser gestor. E um bom gestor”, diz.

Por estar em uma primeira disputa, Mah Verçosa tem noção das dificuldades de se chegar lá. “Sei que as coisas são difíceis. Estou começando agora. É minha primeira candidatura - fui a última a entrar no Republicanos, minha campanha é a mais recente e o meu trabalho como candidata está sendo assim meio relâmpago. O partido fez pesquisa, meu nome está bem citado, mas sei que essa disputa por uma das 26 vagas de Aracaju é meio que uma incógnita”, diz.

Ela pensa em uma ação parlamentar mais ampla. “Na verdade, precisamos ter um foco mais aberto de representação, porque toda a sociedade está precisando de ajuda. Nossos projetos são focados na vida humana, principalmente na criança e no adolescente, mas abrangendo os idosos e a sociedade como um todo. Minha base de atuação são algumas comunidades, tenho uma boa inserção na rede social, mas miro muito os estudantes, porque penso que boa parte deles precisa participar mais. Alguns deles não querem nem votar. Eu os busco pelas mídias sociais e agora vou começar um trabalho pelas faculdades”, diz a candidata.

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