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Governo Federal já gastou R$ 509 bilhões no enfrentamento à pandemia do coronavírus

Leitos destinados a pacientes com Covid-19: ações diretas de enfrentamento relacionadas a políticas de saúde consumiram R$ 63 bilhões

O Governo Federal já pagou despesas no total de R$ 509,1 bilhões em ações e investimentos relacionados ao combate à pandemia de coronavírus.

Os dados são do Siga Brasil, o portal da transparência relacionado à execução orçamentária, que é diariamente atualizado pela Consultoria de Orçamento do Senado. 

O montante corresponde a 90% do que foi liberado de gastos relacionados à pandemia até 20 de dezembro - R$ 564,14 bilhões - e a 81,4% do planejado - R$ 625,57 bilhões.

O destaque nas despesas são os cinco meses de pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600 para milhões de trabalhadores. Essa rubrica sozinha é responsável por R$ 230,78 bilhões dos gastos, quase a metade - 45,33% - do pago até a data.

Se somado ao auxílio residual de R$ 300, reservado aos quatro últimos meses do ano, que já consumiu R$ 63 bilhões, a distribuição direta de dinheiro aos cidadãos chega a 57,71% das despesas.

Além do auxílio emergencial, outras políticas relacionadas a mitigar o forte impacto econômico da pandemia chamaram atenção durante todo o ano. 

Em segundo lugar, está o auxílio direto a estados e municípios, que já consumiu R$ 63,15 bilhões de verbas federais - 12,4% do pago até 20 de dezembro. Mas, se forem somadas todas as políticas de transferência a Estados e municípios, as despesas alcançam R$ 111,4 bilhões - 21,9%.

Em terceiro lugar, vêm as ações diretas de enfrentamento relacionadas a políticas de saúde - R$ 63 bilhões - 12,3% -, seguido pelo Benefício Emergencial de Manutenção do Emprego e Renda - BEm - R$ 32,25 bilhões, 6,34% -, quando o governo arcou com parte dos salários de empregados de empresas privadas durante alguns meses, mantendo empregos, e os gastos com o Fundo Garantidor de Operações - FGO - R$ 28 bilhões, 5,48% -, voltado a crédito para micros e pequenas empresas.

Como é o gestor do auxílio emergencial, o Ministério da Cidadania responde até o momento por quase R$ 300 bilhões dos gastos com a pandemia, quase 60% do liberado.

Esse montante é muitas vezes superior ao das demais pastas: Ministério da Saúde - R$ 37 bilhões, 7,2% -, Ministério da Economia - R$ 32,2 bilhões, 6,3% -, Ministério da Educação - R$ 1,1 bilhão, 0,2% -, Ministério das Minas e Energia - R$ 950 milhões, 0,19% - e Ministério da Defesa - R$ 485 milhões, 0,1%.

Ainda no que tange à gestão dos recursos pagos, destacam-se também os encargos financeiros da União - R$ 48 bilhões, 9,4% - e as operações oficiais de crédito - R$ 13,2 bilhões, 2,6%.

Já no que se refere às repartições, os maiores gastos foram para a Fundação Nacional de Saúde – Funasa, R$ 34,7 bilhões, 6,8% -, recursos na alçada do Ministério do Turismo - R$ 3 bilhões, 0,6% -, o Fundo Nacional de Assistência Social – FNAS, R$ 2,5 bilhões, 0,5% - e a Fundação Oswaldo Cruz – Fiocruz, R$ 2,3 bilhões, 0,45%.

O Governo Federal gastou até o momento R$ 2,5 bilhões na compra de material de consumo - 0,5% -, R$ 927 milhões em equipamentos e material permanente - 0,2% -, R$ 509 milhões em auxílios financeiros a estudantes - 0,1% - e quase R$ 200 milhões na compra de materiais, bens ou serviços de distribuição gratuita - 0,04%.

Dentro das transferências para Estados e prefeituras, R$ 32,6 bilhões foram para ações de emergência ligadas à pandemia, R$ 440 milhões ao Programa Dinheiro Direto na Escola, R$ 36 milhões para incrementos temporários de atenção básica em saúde e R$ 19 milhões para incrementos temporários de custeio à saúde. (Agência Senado).

 

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Foto: Andréa Rêgo Barros/PCR