Aparte
Opinião - “Os brasileiros merecem os políticos que têm?” 

[*] Adalberto Vasconcelos Andrade

Desde 1500 que o Brasil virou um pasto fértil. Em pleno século XXI, o que mais vemos são currais eleitorais espalhados por todos os rincões do país, e o povo sendo tangido feito gado.

O Brasil está passando pelo um verdadeiro caos - tanto na área política e econômica quanto na da ordem moral e ética -, e o cidadão brasileiro se posta apático a tudo isso.

E, acima de tudo, apáticas se postam as entidades de classes que antes serviam de porta-voz do povo e que acompanhavam e cobravam dos parlamentares soluções para os mais diversos problemas ou injustiças sociais perpetuados por leis ou decretos diante dos quais nossos “representantes” no Congresso Nacional muitas vezes tiveram que voltar atrás por interferência dessas instituições.  

Hoje o que vemos é o corporativismo da classe política decidindo por tudo e por todos, e um silêncio ensurdecedor daqueles que deveriam fazer barulho e cobrar das autoridades mais justiça social e respeito à Constituição Federal. 

Enquanto o povo perde tempo discutindo futebol, os congressistas decidem o futuro geral. Prova disso é que nos últimos anos o trabalhador brasileiro vem perdendo gradualmente seus direitos conquistados à duras penas enquanto assumem cada dia mais deveres e obrigações. 

E isso vem acontecendo desde o Governo de Michel Temer. A Reforma Trabalhista, a Lei da Terceirização e a Reforma da Previdência não me deixam mentir.

E mais um “presente de grego” está a caminho: a Reforma Administrativa. O alvo agora serão os servidores públicos. As decisões no Congresso são tomadas na base da barganha junto ao Governo Federal - tendo as emendas como moeda de troca – e impregnadas de políticos corruptos, que estão mais preocupados em salvar a própria pele, seja na justiça ou visando as eleições do ano que vem, quando não patrimonialisticamente. 

Mas se chegamos a esse estágio, temos que assumir a mea-culpa. Fomos nós que colocamos ele lá. O eleitor precisa acabar com essa dinastia de nomes e sobrenomes que comandam o Brasil e o Estado de Sergipe há décadas. Tirar da vida pública os políticos de carreira, as fichas sujas ou sob suspeita.

Na política, como na vida, renovar é preciso. Sempre! Saber que o seu futuro, dos seus filhos e netos, e de 213 milhões de brasileiros está nas mãos de 513 deputados federais e 81 senadores é o pior sentimento que alguém pode ter, pelo menos com relação a esse plantel que aí está. Salvo, raras exceções. 

Mas não podemos desistir do Brasil. Ainda há tempo de mudar, de acreditar em dias melhores. O futuro do país está em nossas mãos, e a mudança começa, principalmente, na hora de apertar o dedo na urna eletrônica. Pense nisso.

[*] É administrador de Empresas, policial rodoviário federal aposentado, escritor e colaborador efetivo do Portal JLPolítica.

 

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