Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 37 anos, tem formação pela Unit e é fundador do Portal JLPolítica. É poeta.

Fies viu em 2020 um ano complicado para a indústria, mas aguarda melhora para 2021
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Segundo a CNC -, o Brasil perdeu, em média, 17 fábricas por dia nos últimos seis anos (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A Federação das Indústrias do Estado de Sergipe – Fies –, não tem nenhum dado oficial sobre a quantidade de indústrias fechadas em terras sergipanas. Por isso, a entidade utiliza outros indicadores, como o saldo de empregos formais, para fundamentar as dificuldades do setor.

Mas no âmbito nacional, há dados e eles são péssimos. Segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio, Bens, Serviços e Turismo - CNC -, o Brasil perdeu, em média, 17 fábricas por dia nos últimos seis anos. Ou seja, foram fechadas entre 2015 e 2020 nada menos do que 36,6 mil unidades industriais no país.

“Apesar de todos os desafios do ano, até novembro de 2020, a indústria, de uma forma geral, conseguiu ter um saldo positivo de nove empregos formais”, revela a economista Ana Carolina Monteiro Rebêlo, técnica de Nível Superior do Núcleo de Informações Econômicas - NIE - da entidade.

Segundo Ana Carolina Monteiro Rebêlo, os números apresentados compreendem todos os setores e indicam, sim, um alerta para a economia do Estado, embora seja uma realidade que se apresenta também em outras unidades federativas do país.

“Esses números devem melhorar ao longo de 2021, com a recuperação econômica do Estado e aumento da produção que se espera para este ano”, acredita Ana Carolina. 

Ana Carolina: “Fies defende políticas públicas que favoreçam a produção industrial”

Segundo ela, em 2020 os principais desafios enfrentados pelas indústrias estão relacionados à queda na receita, devido às medidas de prevenção da Covid-19. Mas não foi só por isso.

“Também se deveu à redução de demanda e de produção, à forte alta do dólar, à dificuldade de obtenção (elevação de preço) de insumos e matérias-primas para a produção, bem como à dificuldade de acesso a crédito de longo prazo”, pontua.

Carolina ressalta que a Fies atua na defesa e na promoção de políticas públicas que favoreçam o empreendedorismo e a produção industrial no Estado e que, nesse sentido, estuda as realidades das indústrias sergipanas e suas necessidades, acompanha o desenvolvimento do setor, mantém diálogos frequentes com os agentes dos setores público e privado defendendo os interessas das indústrias.

“Essa atuação ocorre em todo o tempo, mas de modo especial em tempos como o que enfrentamos em 2020. Dito isso, nossa atuação busca evitar os fechamentos das empresas, passando primeiro pelo objetivo de promover melhoria nas condições de atuação, competitividade e viabilidade das indústrias em Sergipe”, reitera.

 

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