Aparte
Márcio Souza vê Belivaldo como “um refugo” e “sem projeto”

Márcio Souza: sonhando alto em nome do PSOL 

O economista e policial militar Márcio Souza, PSOL, 40 anos, teve 27% dos votos válidos para prefeito de Estância nas eleições do ano passado, virou um fenômeno do seu partido no Brasil, e agora sonha em inflar estes índices no âmbito de Sergipe, disputando o Governo do Estado ano que vem e levando a eleição para o segundo turno, com ele sendo um dos nomes.

Bem, é muito ovo no respectivo da galinha, porque primeiro Márcio Souza vai ter de vencer a luta interna do seu partido, desbancar a professora Sônia Meire, se fazer candidato e brigar com os titãs da política estadual para se tornar visível. Mas ele não se acanha diante de nenhuma das etapas.

Na questão interna, diz que tem cacife para vencer uma eventual resistência de Sônia. “Creio que voluntariamente, Sônia não abre mão. Vamos ter que ir para a votação. Mas de 11 membros da direção estadual nós temos sete da nossa corrente”, diz. Ele sonha, ainda, em fazer uma parceria com Vera Lúcia, do PSTU.

Na questão externa, tem uma visão dura da política do Estado e acha que pode convencer a sociedade. É bom de argumentos. “A leitura que a gente faz é a de que há um desgaste muito grande da classe política tradicional e dos grupos que estão aí no mando do Estado”, diz ele.

“Esta frente popular que para nós foi fundada em 1994 e que unia o PT, Marcelo Déda, Jackson Barreto e Valadares, tem sua ascensão em 2006, com a condução de Déda ao Governo do Estado, mas para nós isso já deu o que tinha a dar”, reforça.

“Neste grupo, não tem figuras novas. Belivaldo Chagas vai ser o refugo desse momento histórico em que vivemos, representado pelo refresco ou suspiro que foi Déda. E é claro que Belivaldo é um refugo ruim, que não empolga, que não tem projeto. Qual o projeto dele?”, questiona.

“Aqui em Estância, eu ainda fui prejudicado com o terrorismo do medo que fizeram: a turma de Gilson Andrade dizia que se votassem em mim, favoreceria a permanência de Carlos Magno, que era o atraso. A turma de Carlos Magno, dizia que votassem em mim, favorecia Gilson e traria Ivan Leite de volta”, diz.

“Na eleição de Estado não terá disso. Esse medo não vai valer. Vai ter segundo turno e, naturalmente, quando eu entrar na propaganda eleitoral do Estado inteiro, espero que eu e o PSOL possamos estar no segundo turno. Nós vamos superar Dr Émerson e Mendonça Prado”, diz Márcio Souza.