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Com ganho na Justiça, Santana de São Francisco agrega cerca de R$ 700 mil ao orçamento 

Ricardo Roriz sonha com recursos retroativos de royalties

Com as finanças em baixa há algum tempo e uma pandemia para enfrentar, os municípios se apegam a qualquer perspectiva de fomento aos recursos. Em Santana de São Francisco, a realidade não era diferente. Mas um desfecho, por enquanto, sim.

O prefeito Ricardo Roriz, PSD, acionou a Justiça para receber os valores referentes aos royalties de gás e passou a receber, mensalmente, de R$ 500 mil a R$ 700 mil. Um incremento e tanto ao município de menos de oito mil habitantes. 

O processo judicial também solicita o recebimento de valores retroativos, referentes há cinco anos. “Se ganharmos o processo, receberemos o retroativo ao final. Mas começamos a receber mensalmente, agora já em maio, e temos a certeza de que será de grande importância para Santana do São Francisco”, assegura Ricardo Roriz.

Isso porque, como ele mesmo define, se trata de um “município muito pobre”, mas que agora poderá ter a realização das obras que a população merece, como calçamento, reforma de prédios públicos e investimento na infraestrutura de uma maneira geral.

“São essas as ações que estamos prevendo realizar com esses valores”, revela o prefeito. Questionado pela Coluna Aparte sobre porque ter acionado a Justiça para receber os valores, ele diz que “infelizmente, as coisas no Brasil só funcionam assim”.

“Nós vimos que estava ocorrendo passagens de gás aqui, identificamos a válvula e entramos na justiça para que pudéssemos receber esses royalties tão necessários para Santana do São Francisco”, completa. 

Segundo o prefeito, com os recursos, será possível não apenas sonhar, mas também realizar as obras que o município precisa. “Por exemplo, o calçamento em todos os povoados que precisam, em todas as ruas que se mostram necessárias, além de fazermos melhorias nas escolas e nos prédios públicos e também sonhar com a nossa orla, que seria tão necessária para o turismo”, reitera Ricardo. 

De acordo com o gestor, os recursos se tornam ainda mais bem-vindos quando se analisa o cenário em que o município foi encontrado: “cheio de dívidas, devendo mais de R$ 16 milhões”, revela. O débito envolve Pasep, INSS, empréstimos consignados com Bradesco e Caixa, além de dívida de pessoal e fornecedores.

“A prioridade agora é o pagamento dos salários do servidores em dia. Estamos, desde janeiro, pagando, de forma antecipada a todos os funcionários públicos efetivos. Mas também temos outras prioridades, a exemplo da pavimentação do município”, diz Ricardo. 

 

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