Aparte
Direção nacional da Caixa sacramenta demissão do sergipano Flaviano Cardoso

Flaviano Cardoso, com o pai, a mãe e os quatro rebentos: preocupação com o futuro

Mas ele, a defesa jurídica dele e o Sindicato dos Bancários do Estado de Sergipe não aceitam e vão em busca de direitos nas esferas do judiciário brasileiro.

Na última segunda-feira, dia 23 de novembro, o advogado sergipano e funcionário da Caixa Econômica Federal Flaviano Cardoso, casado, pai de quatro filhos e militante sindical, recebeu a confirmação administrativa de que está demitido desta empresa por justa causa. 

Flaviano recebeu a desagradável notícia ao lado do diretor Administrativo do Sindicato dos Bancários, Cláudio José Teixeira Cerqueira. “Tudo isso após 11 anos e 8 meses prestando serviços no setor de FGTS, PIS e Benefícios Populares, sendo admitido na Agência Sé, em São Paulo, e depois trabalhei na Agência de Nossa Senhora do Socorro e na Agência do Siqueira Campos”, diz Flaviano.

“Foi nesta última que, na condição de delegado sindical, após uma forte luta contra o assédio moral proferido por um gestor, hoje superintendente, sofri um processo de perseguição política, que restou na minha injusta demissão”, reforça Flaviano.

Flaviano Cardoso e o Sindicato dos Bancários contrataram o Escritório Advocacia Operária, do advogado sergipano Cezar Britto, como seu defensor. Houve em Brasília uma sustentação oral no campo administrativo da Caixa das razões que  supostamente assistem a ele. “Mas os representantes da Caixa não deram atenção aos pontos de vista levados ao processo por Cezar Britto. Fui demitido por perseguição política da Caixa”, sustenta Flaviano.

E Flaviano Cardoso historia as razões alegadas pela Caixa contra ele para chegar à demissão. “O processo administrativo afirmava que eu teria advogado contra a Caixa em três processos. Juntamos mídia de audiências, depoimentos de testemunha e declarações de advogados negando isso. Mas de nada valeu”, diz ele. 

“A derradeira sustentação oral em Brasília, por exemplo, foi feita pelo ex-presidente do Conselho Federal da OAB, o companheiro Cezar Britto. O advogado foi brilhante ao expor que princípios fundantes do processo administrativo estavam sendo desrespeitados nesse caso. Mas de nada valeu”, reitera ele.

“Quero lembrar aqui que a Constituição Federal assegura a liberdade de expressão e de organização sindical. Demitir um advogado militante sindical por perseguição política é um golpe contra os valores fundamentais de nossa democracia”, diz ele. 

“Asseguro que não vamos desistir. Vamos lutar muito para reverter essa demissão. Não aceitamos perseguição”, diz Flaviano Cardoso. Além de advogado, ele é ativista de movimentos sociais e diz que na carreira bancário dos 11 anos e oito meses nunca recebeu uma sequer advertência da empresa.

A luta pela readmissão imediata dele já conta com o apoio de centenas de sindicatos e movimentos sociais do Brasil inteiro. “Admito que estou constrangido, com enorme receio do meu futuro e de como vou responder pelo provimento dos meus quatro filhos. Corre perigo de, diante de uma atitude coercitiva dessa, não poder pagar pensões alimentícias deles”, diz Flaviano Cardoso.

 

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