Aparte
Opinião - No jogo político quem apita é o eleitor 

[*] Adalberto Vasconcelos de Andrade 

Mulher não vota em mulher. Antes de chegar na peleja entre o prefeito Edvaldo  Nogueira, PDT, e a delegada Danielle Garcia, Cidadania, vou recorrer aos números obtidos nas urnas para tentar provar a minha tese.  

Os números falam por si. Nas eleições de 2016, pela primeira vez o eleitorado feminino foi maior em todos os Estados do país - em média 52%. Em Sergipe não é diferente - são maioria, mas nas urnas esquecem dos seus pares. 

Em 2016 foram eleitas em nosso Estado 10 prefeitas e 129 vereadoras das 797 vagas presentes nas Câmaras Municipais dos 75 municípios, o que correspondeu a 16% apenas. 

Nas eleições desse ano, ao todo foram 843 cidadãos eleitos para o mandato de quatro anos - 1° de janeiro de 2021 a 31 de dezembro de 2024. Desconsiderandos 75 vice-prefeitos - já que foram eleitos à reboque - teremos 843 representantes escolhidos pelo voto direto. Desse total, 768 correspondem aos vereadores eleitos, dos quais 134 são do sexo feminino, o que corresponde a 17,5%. 

O número de prefeitas saltou de 10 em 2016 para 14 em 2020. Isso é bom. Mas é pouco para quem pesa muito nas urnas.

Mas aonde eu quero chegar com esse prelúdio? Mostrar através da história política brasileira e sergipana que os homens se sobressaem nas urnas há décadas - desde 1932 quando a mulher conquistou o direito de votar. Caso contrário, o Congresso Nacional não teria apenas 15% de participação feminina, a Alese não contava tão  somente com seis deputadas, e a Câmara Municipal de Aracaju não teria eleito apenas quatro mulheres como representantes naquela Casa este ano.

O fato é que no jogo político quem apita é o eleitor - e aí, de ambos os sexos. 

Mas assim como no futebol, a política tem seus momentos de altos e baixos, e passa por situações parecidas em termos de reações e resultados para quem torce para determinado time ou grupo político. Acredita sempre que seu time ou candidato vai vencer o jogo. 

Agora que as duas chapas majoritárias entraram em campo para para disputar o "segundo tempo" da preferência do eleitorado aracajuano, a pergunta é: quem vai levar o troféu de campeão para governar Aracaju pelos próximos quatro anos? Só teremos a resposta no próximo dia 29 deste mês - o domingo. 

Mas segundo as pesquisas de intenção de votos realizadas recentemente por três institutos, os números revelam que não haverá surpresas de última hora. O vento está soprando a favor do prefeito Edvaldo Nogueira, que ao receber mais que o dobro de votos sobre sua principal adversária no primeiro turno, lhe dá a confiança de que repetirá a sua performance no segundo. 

Claro que para fechar o placar por 2 x 0 vai depender da criatividade de cada jogador, mas acima de tudo, da experiência de quem comanda o elenco de aliados e leva a tiracolo a melhor equipe de marketing. 

O fato é que o eleitor é o grande protagonista dessas eleições, e só ele pode fazer a diferença e mudar o resultado do jogo - e das pesquisas, é claro. 

Não será tarefa fácil para a delegada Danielle Garcia virar o jogo e o resultado das urnas. Mas quero aqui registrar que não se trata de uma missão impossível. Mas, improvável.  

[*] Administrador de Empresas, policial rodoviário federal aposentado, escritor e colaborador efetivo do Portal JLPolitica.

 

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