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Jozailto Lima

É jornalista há 43 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica.

Opinião - Estância, 178 anos: a cidade que se reconheceu — e transformou esse reconhecimento em caminho
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Gilson Andrade: um ser social que se integrou bem a Estância e muito fez e faz pela cidade

[*] Diogo Oliveira

 

Nesta segunda-feira, 4 de maio, Estância chega aos 178 anos celebrando mais do que sua história. Celebra a forma como decidiu escrevê-la. Poucas cidades conseguem crescer sem perder sua identidade.

Estância escolheu se transformar sem romper com suas raízes. Sem perder o encanto e a humanidade. Mudou por dentro, reorganizou seus próprios caminhos e fortaleceu aquilo que sempre a definiu.

É daí que nasce a estancianidade, esse sentimento de pertencimento que se traduz no orgulho de quem nela nasceu, nela vive, de quem ficou e de quem chegou e sempre volta.

Essa transformação não começou com obras. Começou com presença. Antes da política, havia um médico percorrendo bairros, entrando em casas, acompanhando famílias, trazendo vidas ao mundo. Foi assim que Gilson Andrade construiu sua relação com a cidade

No contato direto, no cuidado cotidiano, onde a realidade se apresenta sem filtro. Quando essa trajetória encontrou a vida pública, o rumo já estava definido.

Pela ótica de Gilson, era preciso alcançar quem nunca tinha sido alcançado. A antiga Baixada, por muito tempo esquecida, deu lugar ao Residencial Judite Melo. Não foi apenas uma mudança urbana. Foi o fim de uma ausência histórica.

A Mata da Nega transformou-se no Loteamento Vitória, com água e energia chegando onde antes havia improviso. Na Rua Maria Santana Santos, a lama e o esgoto deram lugar a uma avenida bem estruturada, iluminada, com espaço de convivência.

O que mudou ali não foi só o cenário. Foi a vida! Na mãe que passou a abrir a torneira. Na criança que brinca longe da lama. Na família que voltou a ter orgulho do próprio endereço, do CEP que lhe representa. E enquanto a cidade se reorganizava, também se reencontrava com sua essência.

Gilson Andrade: doido pra ser Dominguinhos - o de Garanhuns, em Pernambuco, óbvio

O Barco de Fogo, criação de Chico Surdo, sempre foi mais que espetáculo. É identidade estanciana e brasileira. Ao ganhar reconhecimento legal e estrutural, deixou de depender apenas da resistência popular e passou a ocupar o centro da cidade e da cultura.

As comemorações cresceram, mobilizaram a população e consolidaram uma das datas mais fortes do calendário junino. Desse movimento, conduzido pela própria sociedade, nasceram os Marujos de Chico Surdo, reafirmando que tradição, em Estância, não é só memória. É presença.

O que era uma cena local ganhou o Estado e o Brasil. O barco de fogo deixou de ser apenas uma festa. Tornou-se símbolo de Sergipe e expressão viva do DNA cultural estanciano no país.

Esse reencontro com a própria identidade caminhou junto com uma nova forma de enxergar o território pelo médico e político Gilson Andrade. Pelo humanista que ele é!

O Complexo Turístico do Porto do Mato marca essa virada. Estância passou a olhar para suas belezas naturais como força estratégica. O Abaís, a Praia do Saco, a Lagoa dos Tambaquis e todo o litoral deixaram de ser apenas paisagem. Tornaram-se oportunidade, desenvolvimento e projeção. É autoestima. É pertencimento. É orgulho de ser Estância.

Se a infraestrutura transformou espaços e a cultura fortaleceu identidade, foi na educação que Estância começou a mudar seu próprio destino. A chegada da Faculdade de Medicina não representa apenas um curso. Representa mobilidade social. O jovem da periferia que passa a estudar Medicina na própria cidade. A família que vê o impossível se tornar realidade. A mudança que não termina no diploma, começa nele. É transformação de vida.

Na alegria ou na saúde, Gilson Andrade está sempre dentro do coração de Estância

E ela também se revela nos projetos sociais. A sanfona nas mãos de crianças abrindo caminhos. A Lira Mirim formando pertencimento.

O ballet chegando à periferia e levando a dança clássica para meninas que passaram a sonhar mais alto, e para mães que voltaram a acreditar. Essas mudanças não se explicam em números. Se reconhecem nas pessoas.

Estância chega aos 178 anos mais forte, mais estruturada e mais consciente de si. Mas também diante de um novo momento, em que avançar exige presença em outras esferas, articulação e sequência de trabalho.

A trajetória construída ao longo dos anos, como vice-prefeito, deputado estadual e prefeito, posiciona Gilson Andrade nesse cenário de forma natural. Não como ponto de partida, mas como sequência de um caminho que já produziu resultados concretos. Porque a cidade que se reconheceu agora quer ir além - tem Gilson apostos e disposto a continuar contribuindo.

Portanto, quem ajudou a construir esse caminho continua fazendo parte dele. “Estância é a minha vida. Foi aqui que aprendi a cuidar das pessoas, que acompanhei gerações nascerem e crescerem, que construí minha história. Tudo o que fiz sempre teve um propósito: ver essa cidade avançar e ver o nosso povo viver melhor. E esse compromisso continua. Parabéns, Estância, pelos seus 178 anos. Te amo. Te amo à Bessa", diz Gilson Andrade ao observar tudo que fora feito e que muito mais ainda poderá ser feito.

Aos 178 anos, Estância não é apenas uma cidade que cresceu. É uma cidade que se reconheceu, se fortaleceu e decidiu continuar avançando. E isso é para ela, para o coletivo e para Sergipe.

[*] É um estanciano, bacharel em Comunicação Social e editor do site Comunicando Sergipe.

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