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Jozailto Lima

É jornalista há 39 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração / Tanuza Oliveira.

Opinião – Polícia unida: foi dado o grito de liberdade
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[*] Isaque Cangussu

Policiais e bombeiros sergipanos foram esquecidos pelo Governo do Estado durante anos a fio. A pseudo justificativa de que o Estado estava “quebrado” bastava para ignorar qualquer clamor da categoria.

Após quase uma década sem sequer a correção inflacionária dos seus subsídios, num país onde a inflação segue galopante, os policiais migraram de classe social. Sim, é verdade.

As moradias não são mais as mesmas, os carros - para quem ainda os tem - são de modelos inferiores, os colégios dos filhos não são mais os que eram; os planos de saúde, para quem ainda consegue ter, são os mais simples e viagens de lazer um “o que é isso”?

Enquanto isso, outras classes de servidores privilegiados viram benefícios se acumularem. Se não pode mais ter aumento, cria-se um auxílio e pronto, resolvido.

Durante um ano e meio, os policiais e bombeiros sergipanos, através de um movimento inédito no país, o Polícia Unida, tentaram dialogar com o governo do Estado. Foram cozinhados lentamente em fogo brando.

Cientes de que em menos de três meses não será mais possível qualquer concessão de melhoria salarial, partiram para luta proletária-raiz. A única língua que o patronato entende.

Ocorre que, com menos de uma semana de luta, o império contra-ataca, se valendo de seus canhões. Primeiro, uma ação judicial visando proibir as paralisações legítimas da categoria. Ao mesmo tempo, várias ações da Corregedoria com o intuito de reprimir e punir os manifestantes. Não prosperará.

Não se trata mais apenas de valorização salarial. Os antigos súditos despertaram e não mais se renderão à vontade do soberano. Foi dado o grito de liberdade.

Cada ação dos senhores feudais gerará uma reação proporcional da classe trabalhadora. Se pensam que a paralisação é o único instrumento de luta, estão redondamente enganados. Verão muito em breve.

[*] É delegado da Polícia Judiciária do Estado de Sergipe e presidente da Adepol - Associação dos Delegados de Polícia do Estado de Sergipe.

 

 

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Carlos Augusto de Santana
Bom Dia, Como funcionário público, nunca ficarei contra reinvindicações de colegas, porém não seria de melhor imagem que os Policiais tentassem resolver crimes ainda em aberto, que fossem ao encalço de foragidos e os apresentasse à justiça, mostrando prestação de serviço, ao invés de irem à caça de uns pobres coitados bicheiros, na maioria idosos que complementam a renda, que não fazem parte da cadeia de ilegalidades cometidas por gente rica, envolvidos em corrupção,lavagem de dinheiro,atrocidades que fomentam e patrocinam políticos corruptos, banqueiros inescrupulosos e milicianos perigosos e covardes? Acredito que assim a categoria teria mais credibilidade com a população!!