Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração / Tanuza Oliveira.

Rômulo Rodrigues vê na ruptura de Rogério Carvalho com Belivaldo gestos de política estudantil
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Rômulo Rodrigues: Rogério adotou na alta política uma política estudantil

A política é a arte dos gestos grandes e das boas e dilatadas atitudes. Que não seja uma arte essencialmente generosa em si, posto que nela há sempre um querer anular o outro que atraca e ajunta pessoas e ideias, mas não cabe nela gestos errados.

De modo que é certo que na política fura melhor os obstáculos e se aproxima mais de projetos vencedores quem soma e não quem espalha desavenças.

E na política há quem tenha expertise em proporcionar o bom dilatamento de atitudes. Pode ser como membro ativo dela e de um partido em disputas, mas pode ser como mero conselheiro, a gerar elos bons nessa atividade. A dissipar nó em horas certas.

Não há nenhum exagero em se afirmar que o sindicalista aposentado, militante político e colaborador deste Portal e do Jornal do Dia, Rômulo Rodrigues, é uma dessas figuras.

A Coluna Aparte não vai aqui gastar tintas elencando os feitos de Rômulo Rodrigues na esfera do PT, do PSTU, do Sindiquímica, da CUT, da antiga Nitrofertil/Fafen a até chegar aos 78 anos dele ainda ciscando, parecendo um jovem, em artigos que sonham a reencarnação de Lula e o banimento do fascismo do Brasil.

Quem viveu a política de Sergipe por dentro nos últimos 30 anos sabe o quanto o velho Rômulo de guerra deu pernadas assertivas no reino de Marcelo Déda, José Eduardo Dutra, Edvaldo Nogueira, Jackson Barreto e de tantos outros de uma atuação mais à esquerda. Ao longo desses anos, esse potiguar de Caicó teve por hábito cravar palpites e sugestões justas no reino político.

Agora mesmo, como arraigado militante petista que o é, Rômulo Rodrigues estacou na ideia de fazer o senador Rogério Carvalho desfazer um ato que ele chama de “profundo equívoco” para quem quer se viabilizar candidato ao Governo de Sergipe em 2022 com chances óbvias de vitória.

Aliás, desfazer um ato só, não. Desfazer dois. Mas o primeiro, na visão de Rômulo, seria o de voltar atrás na maneira como Rogério rompeu com o governador Belivaldo Chagas, PSD, e partiu para um projeto solo de disputa ao Governo de Sergipe.

Aqui cabe um outro aliás. Aliás, projeto solo não. Em companhia dos Valadares - do ex-senador Antônio Carlos Valadares e do ex-deputado federal Valadares Filho. Este alinhamento é o segundo ato que Rômulo acha que compete a Rogério desfazer com urgência.

Na visão de Rômulo, depois de passar por mandatos de deputado estadual, federal e estar senador, Rogério Carvalho tirou da cartola modos estudantis de fazer política ao ir com os dois pés nos peitos de Belivaldo Chagas, e ao fazer isso traz para o seu centro os Valadares que foram a favor do impeachment de Dilma Rousseff em 2016 e se constituíram nos principais adversários de Belivaldo em 2018. 

Para Rômulo, faltou a Rogério a leitura certa e exata que captasse a suposta dificuldade que Edvaldo Nogueira estaria enfrentando para se viabilizar como um projeto de Belivaldo Chagas na sua própria sucessão.

Rômulo nem tem certeza de que Rogério seria a opção de Belivaldo se estivesse harmonizado com ele. Mas não nutre dúvidas de que o rompimento do petista com o governador e a alinhamento ao PSB não foi atitude política das melhores. Bem pelo contrário.

Rômulo Rodrigues não sabe se, nessa empreitada, terá sucesso junto ao petista meio gauche e que dispõe de uma das piores comunicações socais entre os 11 sergipanos do Congresso Nacional. Mas ele garante que vai manter seu ponto de vista.

 

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Edmilson Araujo
Aprendí as respeitar as previsões (e premonições) de Rômulo. Neste caso em particular confesso que me assusta a possibilidade de alianças com que não confiamos. Pode-se dizer muito de Belivaldo/Edvaldo, menos que eles tenham nos traído.