
Indicado pelo presidente Lula precisa de 41 votos no plenário (Foto: Geraldo Magela/Agência Senado)
Mais de cinco meses após o anúncio da indicação, teve início a sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça – CCJ - do Senado, nesta quarta-feira, 29, na busca de uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal - STF.
Ao abrir a fala, Messias destacou sua trajetória acadêmica e profissional, defendendo a aplicação da Constituição com humanismo e diversidade.
“A Constituição somente se concretiza seus valores fundamentais quando aplicada com o humanismo e diversidade de saberes aqui nesta casa tão presentes”, destacou Messias.
A indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para o lugar do ministro aposentado Luis Roberto Barroso, precisa passar por aprovação na CCJ e, em seguida, no plenário do Senado. São necessários 41 votos para aprovação ao Supremo.
A demora para sabatina e votação da indicação de Messias ao STF ocorreu por resistência de parte dos senadores ao nome de Messias, em especial, o presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre - União-AP -, que defendia o nome do senador Rodrigo Pacheco - PSB-MG - para ocupar a vaga no STF.
O Advogado-Geral da União – AGU - Jorge Messias foi anunciado ao cargo no dia 20 de novembro de 2025, mas a mensagem do Planalto ao Congresso formalizando a indicação foi adiada para o início de abril.
Durante a sabatina, Messias deve ser questionado pelos senadores e senadoras sobre a postura que deve ter no STF. EM seguida, sua indicação é votada na CCJ e, ainda nesta quarta-feira, o plenário da Casa deve apreciar a indicação.
TRAJETÓRIA ACADÊMICA E PROFISSIONAL - Jorge Rodrigo Araújo Messias se graduou em direito, em 2003, na Universidade Federal de Pernambuco - UFPE. Em 2018, finalizou mestrado em Desenvolvimento, Sociedade e Cooperação Internacional, na Universidade de Brasília – UnB -, onde também concluiu o doutorado com tese sobre o mesmo tema, no ano de 2024.
Ainda no campo acadêmico, o indicado foi professor de direito na UnB entre 2018 e 2022, como convidado, e da Universidade Santa Cecília – UNISANTA -, desde 2024.
Suas publicações acadêmicas incluem livro, em coautoria, intitulado Reclamação Constitucional no Supremo Tribunal Federal e Fazenda Pública, e a organização do livro Análise Social do Direito: Por uma Hermenêutica de Inclusão.
É também autor de diversos capítulos de livros jurídicos, entre eles, Advocacia Pública e Democracia, que integra a obra Defesa da Democracia e das Liberdades, publicada pela Ordem dos Advogados do Brasil -OAB.
Jorge Messias foi ainda autor de um capítulo do livro Convenção Americana de Direitos Humanos Comentada, e um capítulo em Direito Público e Democracia - Estudos em homenagem aos 15 anos do ministro Benedito Gonçalves no STJ.
“O currículo do indicado encaminhado a esta Casa elenca também 85 - oitenta e cinco - trabalhos publicados, listados e enumerados como “outras produções técnicas”, além de 26 - vinte e seis - participações em eventos jurídicos, como palestrante ou conferencista”, escreveu o relator da indicação de Messias na CCJ, o senador Weverton - PDT-MA.
Jorge Messias ainda integrou o Instituto Brasileiro de Direito Empresarial – IBRADEMP - e o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa - IBGC. Atualmente, é associado ao Instituto dos Advogados Brasileiros – IAB - e da OAB.
Segundo Messias, esses são “espaços que reforçam minha crença na importância do direito como instrumento do desenvolvimento nacional, da estabilidade institucional e da justiça social”.
O indicado ainda foi presidente da Associação Nacional dos Procuradores do Banco Central - 2006-2007; e ocupou cargo no Sindicato de servidores da Fazenda Nacional - Sinprofaz - 2008-2010; foi membro da Comissão Nacional da Advocacia Pública Federal do Conselho Federal da OAB - 2010-2012.
A carreira profissional do indicado começa como técnico bancário concursado da Caixa Econômica Federal, entre 2002 e 2006. Em 2006, é aprovado para a Advocacia-Geral da União – AGU -, primeiramente como Procurador do Banco Central do Brasil e, posteriormente, também por concurso público, como Procurador da Fazenda Nacional.
Na AGU, Messias atuou nas consultorias jurídicas do Ministério da Educação – 2012 -, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações - 2011-2012 - da Casa Civil - 2014 e 2016 -. Desde 2023, atua como ministro de estado da AGU. (Por Lucas Pordeus León, da Agência Brasil)





















