Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Um Memorial para Raymundo Juliano. E que isso sirva de exemplo para a história sergipana 
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Cynthia Faria Souto e o pai: “Por sua natureza inquieta, Raymundo Juliano sempre quis evoluir, buscar sempre ser e fazer melhor. E fez"

Deve vir coisa grande e significativa por aí. E é bom - muito bom - que venha mesmo e que inaugure um período reparador de uma certa somitiquice sergipana quanto ao culto e a louvação à memória dos seus filhos realizadores e significativos.

Aliás, o empresário Raymundo Juliano Souto dos Santos, que terá vida e obra empresarial amalgamadas e sintetizadas, muito fez e muito merece essa homenagem a ser inaugurada às 17 horas desta segunda-feira, 25,nesse Memorial dedicado a ele. 

O Memorial Raymundo Juliano virá embutido na Unidade do Sesc Comércio. É redundância (re)constatar aqui o quanto Raymundo Juliano foi um realizador, um sujeito significativo na sua área e para o seu tempo. Por que, então, não ter sua memória reunida e preservada num Memorial? 

O núcleo familiar dele - simboliza por duas filhas, Ana Suely Faria Souto Teles e Cynthia Faria Souto, e pelo filho Juliano César Faria Souto - e as entidades de classe do comércio, lideradas pelo Sesc e pelo Senac, entenderam que sim. Entenderam que ele merecia ter a memória reunida e preservada num Memorial.

Dever vir coisa grande e significativa por aí é apenas uma intuição desta Coluna, posto que a família mantém o formato do Memorial sob um sigilo de sete chaves. Os filhos se uniram ao arquiteto Ezio Déda, do Escritório de Arquitetura Ágora, e mandaram ver.

Mas para saber como ficou a síntese do Memorial, pondera uma filhas, a bacharela em direito e empresária Cynthia Faria Souto, “é preciso ir” lá para “conhecer” de perto.

Cynthia Faria Souto, no entanto, garante que “no Memorial de Raymundo Juliano será dado destaque à vida profissional, cobrindo toda a sua trajetória de menino do interior sergipano até a do empresário de destaque”.
A propósito de tudo isso, que vem a reboque do lançamento da biografia “Raymundo Juliano: 80 anos negociando e fazendo amigos”, de autoria da jornalista e geógrafa Juliana Souto dos Santos nesta segunda-feira, a Coluna Aparte bateu um papo com Cynthia Faria Souto. Vamos à entrevista.

Aparte - O que é que da história de Raymundo Juliano os sergipanos verão sintetizado no Memorial do Sesc-Senac feito para ele?
Cynthia Faria Souto -
No Memorial de Raymundo Juliano será dado destaque à vida profissional, cobrindo toda a sua trajetória de menino do interior sergipano até a do empresário de destaque.

Aparte - Os módulos e acervos seguirão um ritual do homem em família, nos negócios e nas amizades? Como será essa formatação?
CFS -
Tentamos no Memorial sintetizar os momentos de destaque de sua vida empresarial. Mas para saber mais é preciso ir conhecer o Memorial.

Aparte - Afinal, sob o olhar da filha, qual o principal legado deixado por Raymundo Juliano para a vida de Sergipe?
CSF -
É muito difícil escolher um único legado dele. Mas posso mencionar aqui o trabalho árduo, a visão empreendedora, a honestidade e a capacidade de fazer amigos.

Aparte - No modo de ele ser, pensar e agir, a senhora acha que houve muita diferenciação do Raymundo Juliano primeiro, lá do Bar Central, para o Raymundo Juliano do pós-Disberj?
CFS -
 Ah, sim, com certeza. Por sua natureza inquieta, Raimundo Juliano sempre quis evoluir, buscar sempre ser e fazer melhor. E fez.

Aparte - Que tipo de gratidão guarda a família Faria Souto diante das ações dos dirigentes do Sesc-Senac pela concepção e materialização do Memorial a Raymundo Juliano?
CFS -
Nós da família de Raymundo Juliano Souto dos Santos só podemos agradecer aos dirigentes do Sesc-Senac a possibilidade de trazer para o público um pouco da vida do empresário Raymundo Juliano. E temos uma felicidade ainda maior por ser em um local tão próximo das empresas dele e dedicado aos comerciários.

Aparte - Por que a família escolheu o arquiteto Ezio Déda para a materialização o projeto?
CFS -
Esta foi uma feliz indicação. O Ezio Déda é um profissional muito competente e criativo, que conseguiu materializar como vemos o empresário Raymundo Juliano e como os sergipanos o verão daqui pra frente.  

Aparte - Houve mais convergência do que divergência entre a senhora, seus dois irmãos e os demais membros da família na concepção e montagem desse Memorial?
CFS -
Nós procuramos fazer tudo buscando a harmonia e o bom senso, aliás, como sempre nos ensinou o nosso pai. E nisso, fomos muito bem conduzidos por Ezio Deda.

Ezio Déda e a educadora Josevanda Franco, que ajudou nas pesquisas, num evento na Fazenda Castelo: “Podemos fazer uma imersão por sua vida e obra”

Mas não foi só Cynthia Faria Souto que tratou desse assunto. Seguindo à risca o projeto de discrição da família do homenageado, o arquiteto Ezio Déda, como curador do projeto, de maneira econômica repassou à Coluna Aparte texto que trata do descritivo do Memorial Raymundo Juliano. O que ele escreve, no entanto, está bem ao estilo “você precisa ir lá pra ver como ficou”. Veja como foi.

“Realizar um projeto museal capaz de apresentar a dimensão de um homem da estatura visionária, cidadã, moral e familiar de Raymundo Juliano exigiu o aprofundamento em seu universo particular e público.
Através da pesquisa realizada, reuniões familiares e visitas a locais importantes para o homenageado, desenvolvemos a narrativa deste Memorial, que busca apresentar a biografia e o legado de um homem que marcou a história do empreendedorismo sergipano. 

Aqui podemos fazer uma imersão por sua vida e obra, e reencontrá-lo no balcão do Bar Central, em Estância, seu primeiro negócio e marco simbólico do início de sua vitoriosa trajetória empresarial”.

 

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Vera Lúcia Alves França
Raimundo Juliano, pelo seu trabalho e empreendedorismo, merece essa justa homenagem. Agradeço a menção à trecho escrito na orelha do livro Juliana Souto, afilhada e sobrinha, conseguiu retratar o homenageado de forma objetiva e carinhosa