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Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Valadares admite possibilidade de votar em Lula...
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Valadares não titubeia: “Num segundo turno entre ele e Bolsonaro, voto nele com certeza”

…mas só se o adversário do ex-presidente for o deputado federal Jair Bolsonaro. O senador Antônio Carlos Valadares, PSB, fez essa confidência ao Portal JLPolítica considerando um possível embate entre o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, PT, e Jair Bolsonaro, PSC, num segundo turno para a eleição do presidente do Brasil, no próximo ano.

Nesse caso, Valadares não titubeia: “Num segundo turno entre ele e Bolsonaro, voto nele com certeza”. E em um outro cenário, há perspectivas de votar nele? “Não está fora de cogitação, porque somos políticos, mas no momento somos adversários aqui em Sergipe”, ressalta o senador.

“Mas, se acontecer (um segundo turno entre Lula e Bolsonaro), voto em Lula. Jamais acompanharia Bolsonaro. Aquilo não é político”, justifica o senador. Vale lembrar que, na última semana, quando esteve em Sergipe, o ex-presidente falou “com açúcar e com afeto” a respeito do ex-aliado Valadares.

E ele garante que a cordialidade é recíproca. Mais: que ela foi construída ao longo dos anos em que estiveram no mesmo palanque – seja na esfera estadual ou federal. “Sobre Lula, não há hipótese de eu escrever uma linha contra. Pode olhar nas minhas redes sociais. Em todo esse tempo, mesmo com alguns embates, jamais atuei no sentido de desmoralizá-lo. Tenho muito respeito por ele”, reforça.

Apesar de estarem em lados opostos agora, o senador assegura que não iria pra cima dele com indelicadeza, por se tratar de um amigo pessoal. “Em relação ao futuro, desejo que Lula consiga ultrapassar todas as dificuldades que está enfrentando”, diz.

Mas não pense, caro leitor, que essas palavras vêm carregadas de arrependimento ou de qualquer sentimento de culpa. “Votei com ele desde quando ele foi candidato a primeira vez, em 1989, até o segundo mandato. Tenho por ele apreço, carinho e respeito. Votei com Dilma a primeira vez, mas a segunda não deu mais”, destaca.

Segundo Valadares, a relação com a ex-presidente nunca foi a mesma que com Lula. “Com ele, tenho amizade profunda, motivada com a que tinha pelos já falecidos Marcelo Déda e José Eduardo Dutra (ambos petistas)”, lembra.

Com relação ao impeachment da ex-presidente, quando votou a favor do afastamento dela, Valadares diz que, inclusive, faria de novo. “Mas na hora de torná-la inelegível, votei não. Fui o um dos únicos e muita gente me criticou. Mas achei que ela podia perder o mandato e não a possibilidade de ser candidata depois”, explica.

Atualmente, o senador é oposição em todas as esferas de poder – municipal, com Edvaldo Nogueira, PC do B, na Prefeitura de Aracaju; Estadual, com Jackson Barreto, PMDB, no Governo de Sergipe, e federal, com Michel Temer, PMDB, na Presidência do Brasil.

Isso, aliás, para os adversários de Antônio Carlos Valadares, é indicativo de situação ruim. Mas não para ele. “Estou preparado. Já fiz isso muitas vezes e sobrevivi, sempre estive na ribalta. Muitas vezes, o político está no Governo e a população não. Então, considero melhor estar distante do Governo e próximo do povo. Quanto mais longe, melhor”, avalia o senador. E não é que nisso ele tem razão?!

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