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Sob nova licitação, obra do Hospital do Câncer de Sergipe agora vai, admite Belivaldo Chagas

Belivaldo: “Ganhos para o sistema público de Saúde são enormes, assim como o impacto social”

Considerando o início da terraplanagem, a construção do Hospital do Câncer de Sergipe está em pauta desde 2014. Com obras iniciadas em 2018 e paralisadas logo em seguida, o projeto se tornou uma grande incógnita, com desdobramentos políticos, administrativos, jurídicos e, claro, de saúde.

A expectativa em torno do empreendimento é grande, já que ele traria mais dignidade e esperança para milhares de sergipanos acometidos por essa doença. 

Mas na última semana, a história ganhou um novo capítulo, com uma reunião entre o governador Belivaldo Chagas e representantes da Caixa Econômica. 

É que a Construtora Celi, que ficara em segundo lugar na última licitação, ganhou na justiça o direito de tocar a obra de R$ 106 milhões e terá 990 dias - menos de três anos -para entregar ao Governo do Estado o Hospital pronto. 

Em entrevista à Coluna Aparte, o governador Belivaldo falou sobre o andamento do projeto, de como tem lutado pela efetivação dele e de como sua construção deve impactar a saúde dos sergipanos – se, claro, se consolidar. Confira a entrevista.
 
Aparte - Na última semana, o senhor se reuniu com representantes da Caixa para tratar de recursos para o Hospital do Câncer. Algo ficou definido nesse encontro?
Belivaldo Chagas -
Tratamos dos últimos detalhes sobre a liberação de recursos para o andamento das obras do hospital. É uma obra grandiosa que está sendo retomada após quase dois anos de batalha judicial. Houve a contratação de uma nova empresa, que terá que executar projetos que deverão ser aprovados pela Caixa Econômica, já que envolve recursos de emenda parlamentar, para podermos iniciar a execução da obra de fato.

Aparte - Como está, hoje, o andamento do projeto do Hospital do Câncer?
BC -
A empresa que ganhou a última licitação já está atuando na fase de limpeza, terraplanagem, marcrodenagem e na reformulação do projeto.

Aparte - Até hoje, por quantas e quais etapas o projeto já passou? 
BC -
Após a execução do projeto inicial, a primeira etapa teve início com a realização dos serviços de terraplenagem do terreno, localizado no Centro Administrativo Governador Augusto Franco. Já as obras foram iniciadas em 2017, porém em 2018 o contrato entre o Governo do Estado e o consórcio responsável pela obra foi rescindido por causa dos atrasos na execução da obra e descumprimento de algumas obrigações contratuais. Uma nova licitação foi feita e a obra deveria ter sido retomada em 2020, mas desse período até este mês havia uma briga judicial entre a empresa vencedora e a segunda colocada. Só agora esse processo, após uma longa batalha judicial, chegou ao fim e poderemos retomar a obra.

Aparte - Durante o mandato, o senhor buscou viabilizar essa obra?
BC -
Sim, desde quando assumi o Governo a Saúde tem sido uma das prioridades da minha gestão e procuramos os meios legais, junto à Procuradoria Geral do Estado de Sergipe para resolver essa questão e poder retomar a obra.
 
Aparte - Quais teriam sido os impedimentos para ela não ter avançado muito?
BC -
Quando houve a rescisão do contrato anterior, que executou somente cerca de 5% dos serviços, foi preciso lançar um novo procedimento licitatório, por meio do Regime Diferenciado de Contratação. Lançamos um novo edital, mas as obras não puderam iniciar devido a um processo judicial envolvendo a empresa vencedora e a segunda colocada. Porém, finalmente, esse processo chegou ao fim e já iniciamos alguns serviços.

Aparte - Desde quando o projeto está em debate no Governo do Estado?
BC -
Se considerarmos o início da terraplanagem, foi em 2014.

Aparte - Qual o impacto que ela terá na vida sergipana?
BC -
Os ganhos para o sistema público de Saúde são enormes, assim como o impacto social que uma obra desse tamanho proporciona. Após a conclusão da obra e o início dos serviços, a unidade poderá ofertar um tratamento de excelência e humanizado para milhares de sergipanos que enfrentam o câncer diariamente. O hospital possuirá completa infraestrutura de atendimento, diagnóstico e tratamento do câncer no Estado. Contará com os principais acessos - quimio, ambulatorial, radioterapia -, atendimento de emergência – ambulâncias - e internação hospitalar. A comodidade de reunir várias terapias em um mesmo local impacta na qualidade de vida do paciente, aumentando as chances de recuperação e, assim, mais vidas poderão ser salvas.

 

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