Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 39 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração / Tanuza Oliveira.

Valmir de Francisquinho: “Não dou nosso projeto como arquivado. Estamos com o plano A, que é Valmir”
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Valmir: “Prefiro dizer que estamos com o plano A, que é Valmir de Francisquinho”

Escaldado e ressentido com a decisão do Tribunal Superior  Eleitoral - TSE -, que o considerou, na quinta-feira, 23, impedido de disputar o Governo do Estado de Sergipe nas eleições deste ano, o ex-prefeito de Itabaiana Valmir de Francisquinho, 53 anos, PL, se mantém contido frente às críticas à Justiça, mas não entrega o corpo ao chão da desistência.

“Eu não conversei ainda com os advogados, mesmo porque estou esperando que sejam publicados os acórdãos e diria que há muito tempo ainda. Mas não dou o nosso projeto como arquivado. Vamos à luta”, disse ele nesta segunda-feira, 27, com exclusividade à Coluna Aparte.

Em 2018 Valmir de Francisquinho foi interditado em seus direitos políticos por oito anos, mas não por qualquer ato de corrupção desses que enxovalham por aí a granel as gestões públicas brasileiras nas três esferas.

Sendo prefeito e tendo o filho Talysson de Valmir candidato a deputado estadual, esse compareceu a uma inauguração da Prefeitura no povoado Carrilho e a oposição o denunciou à justiça eleitoral de estarem, ele e a sua equipe de campanha, fardados com as mesmas cores da gestão municipal. Pelo Tribunal Regional Eleitoral, Talysson perdeu o mandato e, como o pai, foi dado como inelegível por oito anos.

Foi isso que foi a julgamento e perdeu de 4 a 3 no último dia 23, com Talysson tendo se mantido no mandato por esse três anos e seis meses. Valmir não admite uma possível e suposta negligência em não ter eliminado essa contenda judicial antes e fora do período de acirramento dos ânimos políticos e eleitorais. 

“Nós recorremos contra a decisão do Tribunal Regional Eleitoral desde 2018 e estava tudo parado lá em Brasília. Eles seguraram até agora, e só veio sair a decisão mais três anos e meio depois”, constata Valmir.

Mesmo ressaltando que respeita decisões judiciais e as cumpre, Valmir de Francisquinho não passa recibo para uma suposta inferência política em tudo que lhe aconteceu naquele dia 23.

“Houve uso político dos meus adversários para me desfavorecer. Isso está claro nos autos do processo. A procuração foi assinada pelo deputado estadual Jeferson Andrade, filho do conselheiro Ulices Andrade, em nome do PSD deles e de Fábio Mitidieri”, diz.

“Jeferson é o presidente estadual do PSD e contratou dois escritórios de advocacia em Brasília para poder participar como assistente de acusação na causa. Não tem segredo nisso. E olhe que eu havia dito lá atrás que se Ulices Andrade, o pai de Jeferson, fosse o candidato a governador eu não seria e ainda votaria nele. Sei que o que eu disse eu manteria. Votaria nele sem problema nenhum. Eu não rasgaria a minha palavra. Mas Ulices foi um dos instrumentos, porque isso daí no geral foi o Estado. Foi o governador Belivaldo Chagas, foi o PSD. Foi o grupo - o próprio Fábio Mitidieri. Foram eles. Foram todos. Vamos aguardar pra ver quais os procedimentos a serem tomados”, diz.

No tocante a “não entregar o corpo ao chão da desistência política e eleitoral”, Valmir dá sinais de que vai lutar por si – por seu nome. “O nosso agrupamento tem candidato e eu prefiro dizer que estamos com o plano A, que é Valmir de Francisquinho. Que sou eu, embora admita que nós temos outros planos. O grupo não pode se resumir a Valmir de Francisquinho”, afirma ele.

“Eu até sei que as pessoas nesse momento acreditam muito na figura pessoal de Valmir pelas brilhantes e excelentes gestões que nós fizemos no município de Itabaiana. As pessoas estão esperando um novo e bom gestor para Sergipe e estão acreditado que ele é Valmir. Mas se não der Valmir, dará um outro nome. Prefiro, no entanto, aguardar antes de determinar que acredito só no plano A ou que daria ele por perdido. Não quero visualizar e nem falar sobre ninguém nessa situação de plano B”, reforça.

Embora não disfarce que esteja “escaldado e ressentido” com tudo que lhe ocorrera, Valmir adota um discurso moderado diante do ato judicial em si do TSE. “É prudente que eu não emita nenhuma opinião mais definitiva neste momento. Mas sei que cabe recorrer ao Supremo Tribunal Federal e vou ouvir tecnicamente os nossos advogados”, diz.

“Por respeito aqui a toda e qualquer decisão jurídica, não quero emitir opinião de que foi justa ou injusta a decisão. Só sei dizer que a decisão contra mim e contra o deputado estadual Talysson, que vem a ser meu filho, foi simplesmente por causa da cor das vestes da campanha dele e da gestão municipal de Itabaiana durante uma inauguração no povoado Carrilho em 2018 - e aí a sociedade sergipana que faça o seu julgamento. Embora eu não queira entrar nesse mérito, não posso deixar de dizer que a minha causa é excelente. Foi um resultado muito apertado, mas prefiro aguardar os acontecimentos. Vamos todos ter calma”, diz.

 

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