Aparte
Opinião - Meu avô Artur Reis, minha referência eterna. Como cidadão e como político

[*] Fábio Reis

Certamente o dia 14 de agosto não será mais o mesmo na vida da minha família e do povo de Lagarto. Esta é a data que marca a partida do meu avô, espelho de ser humano e referência de homem público, Artur de Oliveira Reis.

Aos 94 anos, faltando poucos dias para completar 95 de vida, ele nos deixou. Ou melhor, quis Deus levá-lo para perto Dele o nosso Artur do Gavião. 

Confesso que nos últimos dias vem passando na minha memória um filme de todos os momentos que vivi ao lado meu avô. Em especial, das campanhas políticas que vivenciei com ele, das boas lembranças e dos comentários dos contemporâneos de vovô Artur.

Todos sabem que sempre fui ligado à política, e sempre militei nas campanhas do Grupo Saramandaia, fundado em Lagarto pela família Reis e tantos outros amigos.

Infelizmente, não tive a oportunidade de ser candidato tendo como companheiro de batalha o meu avô, pois o último pleito que ele disputou foi em 1998, quando naquele ano o meu irmão Sérgio Reis foi eleito deputado federal. 

Mas, meus amigos, em todas as minhas caminhadas eleitorais, em especial, em 2020, quando fui candidato a prefeito de Lagarto e percorri quase todos os cantos da nossa cidade, senti de perto e ouvi dos lagartenses as boas lembranças de Artur Reis como comerciante e político. E como cidadão.

Em todas comunidades eu encontrava sempre uma família que falava: “Seu Artur me ajudou nisso”, “O seu avô trouxe essa obra para o nosso povo”, “Seu Artur sempre olhou para os mais humildes”. E era nesses momentos que reafirmava comigo mesmo, no meu íntimo, que o legado irretocável não pode jamais ser manchado ou até mesmo esquecido.

É preciso relembrar que vovô, bem antes de pensar entrar na vida pública, juntamente com a minha avó Raimunda realizava doações aos mais carentes em datas comemorativas, como nos Dia das mães, das Crianças, no Natal e na Semana Santa. 

Como todos sabem, o meu avô Artur ficou viúvo muito novo e quando a minha saudosa avó Raimunda Reis faleceu aos 39 anos, deixou oito filhos, ainda crianças.

Mas vovô soube educá-los e dando-lhes ensinamentos que tornaram meu pai, Jerônimo e os meus tios exemplos de cidadãos de respeito e cumpridores dos seus deveres.

Cumpridor dos seus deveres: assim era Artur, meu avô, meu orgulho. Homem de palavra, do sim sim, não não. Meus amigos, nunca estamos preparados para dar adeus a quem amamos.

Quando na manhã daquele sábado nublado em Lagarto recebi a triste notícia da sua morte, meu coração se entristeceu. Sim, voo para os braços de Deus o nosso Gavião.

A despedida não foi e não está sendo fácil, mas o que me conforta é ter como referência o seu testemunho. Seu Artur, um homem de pouco estudo, bruto para alguns, mas que tinha um coração demasiado humano e, como poucos, era sensível às necessidades do povo que ele tanto amou.

Portanto, meu avô, Artur Reis, muito obrigado por tudo. Te amo eternamente.

[*] É deputado federal.

 

Ω Quer receber gratuitamente as principais notícias do JLPolítica no seu WhatsApp? Clique aqui.