Aparte
Jozailto Lima

É jornalista há 38 anos, poeta e fundador do Portal JLPolítica. Colaboração Tanuza Oliveira.

Zezinho Guimarães diz que quer ser um federal “de mandato sério, propositivo e focado em resultados”
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Zezinho Guimarães: passada larga, mas acha que com um planejamento prévio muito antecedido

O deputado estadual Zezinho Guimarães, MDB ainda, disse nesta quarta-feira, 22, que o projeto de disputar um mandato de deputado federal em 2022 e não mais uma reeleição vem em decorrência do cansaço provocado por “uma inércia” que se abate sobre a vida pública e política de Sergipe.

“Eu não quero é mais ser deputado estadual, porque, infelizmente, essa função não me preenche mais. Mantenho, rigorosamente, o meu projeto de disputar um mandato de deputado federal. O que me proponho é a fazer um mandato sério, propositivo e focado em resultados”, diz o parlamentar de três mandatos consecutivos na Alese – obtidos em 2010, 2014 e 2018.

“Chega de blá-blá-blá, de promessas. Chega disso. Sergipe não pode mais viver disso. Nós temos um Canal de Xingó e uma BR-235 que não acontecem. Temos hoje um funcionalismo público que não recebe de aumento há oito anos nem a inflação. Nós temos no planejamento sergipano uma década perdida. Até quando isso vai? Sergipe não muda as práticas, os procedimentos e nem a forma de fazer e de operar política”, disse Guimarães à Coluna Aparte diretamente de Brasília, aonde tem ido mensalmente resolver problemas políticos.

“Como ficar calado diante de 25 anos de falta de uma duplicação da BR-101 em Sergipe? A nossa bancada precisa olhar para isso com mais resolutividade. Muitos passam quatro anos sem fazer nada e quando chega na véspera de uma eleição vêm com a mesma ladainha de criar empregos e não sei o que mais”, reclama ele.

Zezinho Guimarães afirma que ninguém poderá se queixar de improvisos dele nessa busca por um mandato de deputado federal no ano que vem. Não pode, pondera, porque isso teria sido construído com antecedência e compartilhamento.

“Eu tenho quatro anos que venho me planejando para isso. Quando ganhei a eleição deputado estadual em 2018, comuniquei aos meus amigos, ao meu grupo, que estaria disposto a dar um passo para federal quatro anos depois, até porque tenho consciência da contribuição que posso dar ao Estado diante desse excesso de inércia que a gente vê aí hoje em dia”, diz.

Para Zezinho, mesmo sendo deputado estadual, ele conseguiu muita contribuição de origem federal para as comunidades sergipanas, notadamente para Itabaianinha. “Digo que sempre trabalhei como deputado estadual. Produzi, e muito, por Itabaianinha, que é a minha terra, a terra que eu abracei”, afirma.

“Aliás, recentemente foram os últimos anos os que mais entraram recursos de emendas ali e trazidos pelo meu mandato. Nosso mandato buscou emendas federais junto aos representantes de Sergipe em Brasília - fizemos isso juntamente aos federais, aos senadores, aos órgãos do Governo, a ministérios. Juntamente a amigos fora do Governo. Fui eu quem levou André Moura até eles (os aliados) para conduzir milhões e milhões para Itabaianinha - tudo isso construído a partir de um mandato de deputado estadual. Isso é questão de relacionamento e de habilidade”, reforça.

Zezinho Guimarães vê, inclusive, precipitação nos seus ex-amigos e aliados políticos de Itabaianinha, o prefeito reeleito Danilo de Joaldo e o irmão Thiago de Joaldo, quando anunciam uma pré-candidatura deste último também a deputado federal para o ano que vem.

“O Thiago quer ser deputado federal, isso é um direito dele e eu não posso impedi-lo. Quem tem poderes para isso é o povo, mas acho que eles se precipitam, porque essa é uma coisa que não foi combinada, não foi construída com antecedência. Há quatro anos eu disse a eles que não seria mais candidato a deputado estadual e que o grupo não poderia, ou não pode, ficar sem um deputado estadual - o que acho uma perda absurda. Disse que poderia ser Thiago - ou não. Não sei se o povo aceita. Isso tem de ser perguntado ao povo”, afirma.

“Itabaianinha só não vai perder espaço na Alese porque certamente vai aparecer outro ou alguém para ocupar esse espaço - e eu espero que apareça, do nosso grupo ou não, mas que venha a preencher essa lacuna. Mas vejo na candidatura de Thiago a federal um desperdício, embora a vaidade dele ache que ele deva ser federal porque pode fazer mais, porque pode ter dinheiro. Mas eu contribui muito, até para eles mesmos, sendo estadual”, avisa.

Para fazer esse projeto de transição da Alese para a Câmara Federal, Zezinho Guimarães está decidido que deixará o MDB e até já nutre relação com a Executiva Nacional do PL, para onde vai. “Eu tenho afinidade com Edivan Amorim há muito tempo, fiz um compromisso de ficar no partido dele, isso prosperou, em nome disso assumi compromisso com o PL de me filiar e não aconteceu ainda, infelizmente, em decorrência da janela partidária, da fase das liberações”, avisa.

Mas seu projeto não trombará com uma eventual candidatura de Valmir de Francisquinho também à Câmara Federal pela mesma sigla? “Eu acho que tem espaço para todo mundo - ganhar ou perder faz parte”, diz Zezinho Guimarães.

Foto: Jadilson Simões

 

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