Politica & Mulher
SOS Maria da Penha: Projeto apoiado pelo Governo irá contribuir com órgãos de defesa da mulher

Projeto encurtará tempo resposta para atendimento a vítimas

O Projeto “SOS Maria da Penha” foi um dos contemplados pelo Programa de Apoio à Inovação em Empresas Brasileiras – Tecnova II – e neste primeiro semestre já recebeu a primeira das quatro parcelas dos recursos que servirão como incentivo para sua expansão, ajudando a fortalecer a rede de combate à violência contra a mulher.

O projeto foi selecionado pelo Governo do Estado, através da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica – Fapitec –, e foi iniciado a partir de discussões do núcleo de inovação da empresa 3Tecnos Tecnologia acerca do crime, que atualmente, tem o fluxo padrão de atendimento ligado a uma central, informação do endereço, acionamento da viatura mais próxima via rádio/telefone e deslocamento para o local da ocorrência

A ideia do SOS é encurtar esse tempo de atendimento para um acionamento mais rápido e silencioso, onde, através de um botão de pânico no aplicativo, uma central é acionada com todas as informações da vítima, do possível agressor e da localização do fato. “A partir daí, a viatura mais próxima é localizada e acionada com todas essas informações para que possa chegar mais rápido ao local e impedir que a mulher assistida vire apenas mais um número dentro de uma estatística brutal”, explica Rogério Cardoso, responsável pelo projeto.

Pensando em contar com um programa que apoiasse um projeto com essa magnitude, a equipe decidiu captar recursos para que as contratações fossem viabilizadas. “Nessa procura, fomos pesquisar sobre os editais disponíveis da Fapitec, que, como sabemos, tem incutido em sua cultura apoiar projetos de inovação. Foi aí que descobrimos que o edital do Tecnova poderia impulsionar e acelerar o SOS Maria da Penha”, completa.

O trabalho, que já estava em andamento por uma equipe de dois desenvolvedores e um analista de projetos, atualmente conta com oito pessoas. Com isso, a previsão é que em maio de 2022 a solução esteja 100% pronta para atender à demanda dos municípios. “O cronograma de execução consiste em uma fase de dois meses de planejamento e distribuição das tarefas para equipe, oito meses para desenvolvimento completo da solução e mais dois meses para iniciarmos os primeiros testes em conjunto com os poderes municipais”, ressalta Rogério.

Para ele, o Programa de Apoio à Inovação em Empresas Brasileiras foi o divisor de águas para que o SOS Maria da Penha ganhasse força. “Por meio deste incentivo do Governo, através do Tecnova, salvaremos vidas, agindo proativamente na defesa de vítimas que, até então, seriam apenas parte de uma estatística cruel e injusta”, reforça.

 

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