Politica & Mulher
Como não falar em machismo num país que compra viagra em detrimento de absorvente?

Governo Bolsonaro: compra de viagras deverá investigada  

Mais um escândalo do Governo Bolsonaro escancara o machismo estrutural que ele próprio prega e que é disseminada nos atos de sua gestão. Dessa vez, o Governo promoveu a compra de 35.320 comprimidos de Viagra, um estimulante sexual masculino, para as Forças Armadas, segundo a Coluna Radar da Revista Veja.

O deputado federal Elias Vaz, PSB/GO, apresentou um requerimento solicitando explicações ao Ministério da Defesa sobre os processos. A investigação mostrará os aspectos técnicos dessa compra. Mas uma explicação óbvia e automática é exatamente o tratamento que esse Governo dispensa a homens e mulheres.

Isso porque, enquanto promove a compra de mais de 30 mil comprimidos de Viagra, esse mesmo Governo veta a compra de absorventes higiênicos para uma parcela da população feminina - que só foi aprovada depois que o Congresso derrubou o veto presidencial.

Na época, Bolsonaro justificou os vetos dizendo que o texto aprovado pelo Congresso “não indica a fonte de custeio ou medida compensatória”, o que “contraria o interesse público”. E a compra Viagra, não contraria?

Pela lógica bolsonarista, não. Pois, para ela, os homens terem ereção vale muito mais do que assegurar dignidade a mulheres de baixa renda. Como, então, não falar de machismo num país como esse? Como não classificar o Governo Bolsonaro como machista, misógino, etc e etc? Se alguém souber, avise, por favor!

 

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