Politica & Mulher
Governo Federal realiza audiência sobre aborto e reafirma posicionamento contrário ao procedimento 

Audiência pública deixou claro posicionamento do Governo Federal

Em meio a notícias de abuso sexual que se desdobraram em gravidez - mais do que indesejada -, o Governo Federal realizou, nesta terça-feira, 28, uma audiência pública para alterar o manual do aborto no país. 

Segundo o Ministério, o evento teria como objetivo "promover o debate, ouvir a sociedade civil e demais interessados no tema", mas de acordo com informações do G1, algumas entidades ligadas à defesa dos direitos femininos não conseguiram participar da audiência e tiveram seu credenciamento vetado.

Vale lembrar que o aborto em casos de gravidez decorrente de estupro é permitido pela legislação brasileira desde 1940, embora ainda seja um grande tabu, revestido de opiniões preconceituosamente e punitivas em relação às mulheres - tenham elas a idade que for.

Como se não bastasse o trauma causado pelo estupro, muitas vítimas sofrem pela segunda vez ao procurar uma unidade de saúde pública para agendar o procedimento de interrupção de gestação, diz um estudo da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro - UniRio.

O trabalho realizado em 2020 e atualizado em 2021 tinha o objetivo de mostrar como os hospitais públicos cadastrados pelo Ministério da Saúde para a realização do aborto em casos de estupro recebiam ligações de pessoas que desejavam agendar o procedimento.

O estudo apontou ainda que "dificultar o acesso ao serviço de abortamento é uma estratégia política institucionalizada e articulada e segue vitimizando mulheres e meninas que optam pela realização do aborto". 

O que ficou ainda mais claro com a audiência, na qual o posicionamento antiaborto, em quaisquer circunstâncias, ficou explícito, considerando crime abortar em qualquer que seja o contexto. Mais um retrocesso que viola direitos e mata mulheres! 

 

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