Politica & Mulher
Alese repudia fala da cantora Anitta

Repúdio é mais uma prova de machismo estrutural

Confere aos deputados estaduais a função de legislar, no campo das competências legislativas do Estado, definidas pela Constituição Federal, inclusive podendo propor, emendar, alterar, revogar e derrogar leis estaduais, tanto ordinárias como complementares, elaborar e emendar a Constituição estadual, julgar anualmente as contas prestadas pelo governador do Estado, criar Comissões Parlamentares de Inquérito, além de outras competências estabelecidas na Constituição Federal e na Constituição Estadual.

São muitas as funções, levando em conta que ainda há outras. Mas os parlamentares sergipanos preferiram usar o tempo deles propondo e aprovando uma moção de repúdio à cantora Anitta, por uma fala dela durante uma entrevista internacional.

De autoria do deputado Rodrigo Valadares, União Brasil, a moção repudia uma brincadeira feita pela cantora, durante entrevista a uma emissora americana. “O que ela faz entre quatro paredes é problema dela, mas quando ela faz apologia a um crime como zoofilia e também tem 41 milhões de seguidores, crianças, jovens, adolescentes, e tem poder de influência, ela tem responsabilidade sim sobre o que fala”, justificou Rodrigo.

A moção, de número 119/2022, segundo ele, é em defesa do que o deputado classifica como família brasileira. “O nosso repúdio a essa infeliz fala e o nosso repúdio a todo desserviço e a toda destruição que esses artistas querem fazer à família brasileira”, reforça.

A declaração foi dada durante uma entrevista da artista para um programa norte-americano em abril, quando explicava o processo criativo da canção Faz Gostoso, parceria com Madonna, lançada em 2019. “Eu disse para ela: ‘Eu nunca ficaria com um homem casado […] Essa é a minha regra número um, eu posso transar com todo mundo, mulheres, homens, cachorros”, relembrou a cantora no Watch What Happens Live with Andy Cohen.

Vale lembrar que Rodrigo e outros deputados que votaram a favor da moção não se pronunciaram, por exemplo, diante de falas como as do ex-deputado Arthur do Val, que considerou as ucranianas presas fáceis por estarem vivendo uma guerra. Será que porque essas falas vieram de homens?

 

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