Politica & Mulher
Governo Bolsonaro institucionalizou a violência contra a mulher 

Denúncias vieram à tona e derrubaram o agora ex-presidente da Caixa 

O Governo Bolsonaro tem uma denúncia de assédio sexual por dia. Isso mesmo. Segundo dados da Controladoria-Geral da União, em 2021, as denúncias desse tipo de abuso cresceram 65,1%, chegamos a nível recorde de 251 denúncias. 

Em 2019, foram registrados 155 casos e, em 2022, nada menos do que um caso por dia! Os números podem ser ainda maiores já que em sua maioria as vítimas temem ser demitidas ou perseguidas de outras formas caso façam denúncia a órgãos internos de fiscalização.

Além disso, os números também não levam em conta as denúncias nas empresas estatais como a Caixa Econômica Federal, cuja Diretoria foi alterada em virtude de uma série de denúncias dessa natureza. 

Ou seja, esses dados apontam que, alem de ter sido tardia, a queda da Direção da Caixa Econômica foi apenas a ponta do iceberg. Pedro Guimarães, ex-presidente da instituição, aliado e amigo de Bolsonaro, pediu demissão após ser denunciado por inúmeros casos de assédio sexual.

Registradas nas ouvidorias federais da administração federal, os casos são compilados por auditores da CGU em um sistema que monitora cada procedimento aberto. Os canais de contatos para as vítimas vão desde ministérios a órgãos subsidiários, como universidades federais.

A CGU é um órgão interno do próprio governo. Quem caracteriza cada denúncia como assédio sexual são os auditores da CGU, que centraliza as denúncias que chegam das ouvidorias e, quando necessário, acrescenta a elas novos elementos de prova para, então, encaminhá-las para apuração pelo Ministério Público Federal e pela Polícia Federal.

Vale lembrar que o próprio Bolsonaro mantém, desde o primeiro dia de seu mandato, um comportamento retirado de desrespeito às mulheres e de completa banalização de qualquer forma de abuso contra elas - vide o “eu não te estupraria, porque você é feia”, destinado à deputada Maria do Rosário.

Isso significa que, infelizmente, o Governo Bolsonaro institucionalizou o assédio às mulheres, evitando investigações, protegendo assediadores amigos e, principalmente, perpetuando a cultura machista que diminui, abusa e mata mulheres em todo o país.

 

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