Politica & Mulher
Kitty Lima: entre o limite do serviço e do abuso de poder  

Kitty: excesso e abuso de poder não podem ser o tom da atuação parlamentar

Não é de hoje que se comentam os excessos cometidos pela deputada estadual Kitty Lima no âmbito da Assembleia Legislativa de Sergipe - Alese. Muitos, claro, revestidos de machismo, já que se espera silêncio e obediência das mulheres.

No entanto, há uma diferença abissal entre ser enérgica e ser arbitrária, se fazer ouvir e se impor como autoridade, como Kitty demonstrou, dessa vez pra todo mundo ver, em vídeos postados nas redes sociais na semana passada.

Um, de modo especial, chamou a atenção pelo autoritarismo da deputada, que, sem sombra de dúvidas, ultrapassou o limite entre a prestação de serviço em torno de uma pauta legítima e o abuso de poder – nesse caso, de um poder que ela sequer detém, já que não é das forças policiais.

O episódio ocorreu há cerca de oito dias e até hoje repercute. Na ocasião, a deputada participou de uma operação conjunta com a Delegacia de Proteção Animal e Meio Ambiente, a fim de conscientizar e punir crimes contra animais – pauta de Kitty Lima.

Mas, nos vídeos, o que se vê é o protagonismo da deputada durante as ações, seguidas de falas revestidas de arrogância e falta de empatia, chegando a dizer que um dos animais apreendidos, uma égua visivelmente machucada, agora era dela e que a proprietária do animal nunca mais teria um animal na vida.

Em nota, Kitty afirmou que luta pelo fim dos abusos contra animais e que não cometeu qualquer abuso de poder. Mas, quem assiste aos vídeos vê exatamente o oposto. E o que está em jogo aqui não é a vida humana em detrimento da do animal, ou vice-versa, mas sim a necessidade de que a garantia de direitos a ambos seja respeitada. Porque, sob justificativa alguma, o abuso de poder pode dar o tom da atuação de um parlamentar.

 

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